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julho 28, 2005

Maldição

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Amaldiçoados (Cursed), de wes Craven
Era uma noite tediosa no centro do Rio de Janeiro quando me despedi dela. Não posso dizer que tenha sido ruim, foi bastante divertido para falar a verdade. Apesar de às vezes ela se esforçar demais para parecer esperta quando deveria apenas deixar as coisas rolarem. Acontece. Enquanto eu via ela atravessar aquelas ruas desertas e sumir na mistura viciosa de névoa e fumaça dos carros alguma coisa me pareceu familiar. Muito familiar. E então aquela memória me atingiu em cheio como o primeiro gole de lava derretida servida em um copo de amianto. Eu já tinha estado com um rabo-de-saia muito parecido com aquele, muito mesmo. Mesma cara, mesmo jeito elas até mesmo se pareciam bastante na cama. Os mesmos defeitos. Mas quem se importa? Foi divertido. As duas vezes.

Necas? Clica embaixo e veja a tradução.

Divertido e com umas sacadinhas espertas e outras que pecam por serem espertas demais. Mas nada que afete o resultado final. É bem parecido com a série pânico, da mesma dupla diretor-roteirista, na estrutura e na solução do whodunnit. Podia passar na sessão da tarde com honra.

Posted by Tiago Teixeira at 06:27 PM | Comments (1)

julho 27, 2005

Chocolate Amargo

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A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the chocolat factory), de Tim Burton
Era uma noite tediosa de domingo quando eu cheguei na cena do crime. Logo na entrada, um calafrio. Eu já havia visto aquilo antes. Era com certeza o produto de uma mente distorcida, um misto nauseante de técnica apurada, sensibilidade artística e uma ironia cruel. O primeiro crime desse tipo tinha me impressionado, mas tenho que dizer, o maldito se superou dessa vez. Ele estava se sofisticando cada vez mais. Com certeza era o mesmo que imitou o caso dos macacos a alguns anos. Mas esse era diferente... dessa vez ele havia superado o original de uma maneira assustadora. Ele tinha tido ajuda, como sempre. O maldito Depp deve ter agido com ele. Os dois juntos formam um time imbatível. E eu achando que ele havia perdido o feeling depois de seu último crime, 'O caso do Peixe Grande', aquele amontoado de idéias confusas, recalque e visual requintado usado para o mal. Isso é muito grande pra mim. Vou ter que pedir reforços.

Não entendeu? Clica embaixo, pô.

Tradução:

Tim Burton de volta a velha forma, superando o equivocado 'Peixe Grande' e fazendo um remake bem mais melhor de bom que o original. A parceira Burton-Depp-Elfman-(Insira o nome do diretor de fotografia e arte aqui, estou com preguiça de ver no imdb) é irretocável, passei muito mal de tanto rir com o João Profuno.

Posted by Tiago Teixeira at 03:44 PM | Comments (4)

julho 26, 2005

Semana Sin City

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Em homenagem a estréia do filme homônimo nessa sexta-feira, inauguramos no Carne Víbora a semana Sin City! Começando com as impressões sobre alguns filmes em cartaz! Rejoice!

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Terra dos mortos (Land of the dead), George Romero
Era uma tarde tediosa de domingo quando eu encontrei o sujeito. Sozinho no Arteplex, o novo inferninho em botafogo, eu pude dar uma boa olhada naquele cara sentado na ponta do bar. Eu já tinha visto ele em ação por aí ha muito tempo atrás. A experiência sempre foi impressionante. A muito que ele estava desaparecido, mas apesar da ferrugem ainda me parecia a mesma pessoa. Era do tipo perigoso, um pouco enferrujado mas com um olhar afiado, olhos de quem já viu muito sangue e morte. Ele era todo entranhas espalhadas e analogias políticas sobre os EUA, sempre afiado, cheio de fúria e cinismo e com um senso de humor sombrio. E tinha aquela mulher com ele. Uma morena de olhos selvagens como o brilho de disparos em um beco escuro, se movendo como uma pantera, observando, medindo, calculando seu ambiente, seus inimigos. Uma Guerreira, uma Valkiria, um problema sem tamanho. Nossos olhares se cruzaram. Me fixei no meu copo de uisque. Era o melhor que podia fazer. Lembrei rápido de quem era seu pai, o velho Argento. Não seria nada esperto mexer com uma qualquer coisa que havia sido posta no mundo por aquele carcamano maldito.

Não sacou? Clica embaixo.

Tradução:

Apesar do tempo parado o George Romero continua afiado. Filmão, divertido e pertinente com a situação americana atual. A Asia Argento bate um bolão.

Posted by Tiago Teixeira at 12:40 PM | Comments (1)

julho 25, 2005

Os 4 Patetas

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Ben Grin descobre sua nova aparência repugnante.

Esse mês o carne Víbora lhe trás um mimo especial, a transcrição do argumento de ‘Quarteto Fantástico’ de Tim Story, roteiro desenvolvido nos laboratórios de Sundance e que, dizem as mais línguas, é forte candidato ao Oscar do ano que vem.

Quarteto Fantástico, roteiro de Michael France e Mark Frost

Reed Richards é o gênio mais burro do mundo. Falido por sua estupidez infinita, vai com seu amigo careca Bem Grimm pedir ajuda ao megamilionário Victor Von Doom, seu rival na faculdade. Note que o nome do cara é ‘Doom’ (Perdição, Danação, etc). O que é a mesma coisa que pedir ajuda ao seu rival chamado Zequinha Malvadeza ou Almeidinha Morte Sangue Destruição. Ou seja, uma má idéia. Vitor Perdição resolve ajudar o inimgo porque é legal e porque assim também pode esfregar na cara de Richards que está comendo sua ex-high school
sweetheart. Quem já viu qualquer filme americano sabe que no estados unidos se você se apaixona por alguém na faculdade vai continuar apaixonado a vida inteira e não adianta discutir. Então já viu né.

E vum! Vamos para o espaço com a ajuda de Johnny Storm, piloto e expert em qualquer tipo de esporte radical. Snowboard, Motociclismo, Queda livre, Futebol de botão, qualquer coisa é só chamar o rapaz. Então tem aquele acidente que Richards não pode prever (o gênio mais burro do mundo strikes again) e cortamos para nossos heróis em um hospital porque a verba pra fazer a estação espacial caindo não foi aprovada. Lá se descobre que todos eles conseguiram poderes extraordinários. Vitor Peçonha esconde seus poderes, mas Richards não desconfia. Afinal, todos eles foram afetados, não existe razão para Vitor ter sido mudado também, existe?

Ben Grim não aceita muito bem ter que usar uma roupa de plástico vagabunda que parece muito mais feita de argila do que de pedra. Revoltado, ele atravessa metade do país andando, pra provar que é muito durão. Tão durão quanto espuma plástica laranja. Seus amigos veêm ele fugindo ao longe, mas ao invés de correrem atrás da aberração resolvem pegar um avião e o encontrar em Nova Iorque. Pra evitar a fadiga.

Em NY, Ben tenta mostrar uma ‘coisa’ pra sua esposa, mas ela fica com medo e sai correndo, afinal ele estava enorme. Cansado da caminhada, ele não corre atrás e faz um muxoxo em homenagem ao amor destroçado pelo destino. Resolve sentar em cima da ponte Golden Gate, e para salvar um suicida quase mata um motorista de caminhão e provoca um acidente quilométrico que miraculosamente não causa nenhuma morte. Os outros ¾ do grupo estão a caminho. Richards sugere que Sue Storm tire a roupa e fique invisível para chegar até Bem. O porque dessa tática ninguém sabe, já que todos chegam até o amigo junto com ela. A esposa de Ben aparece e ao ver que seu marido salvou várias pessoas de um desastre que ele próprio causou decide acabar o casamento em um tempo recorde de dois minutos de tempo de tela e sem dizer nenhuma palavra. Way to go, girl!

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'- Vamos pessoal! Está na hora de deixar o Village People com inveja!'

O Coisa está muito deprê. O Sr. Fantástico e a mulher invisível também, só por solidariedade. O Tocha Humana, único membro realmente inteligente do grupo, está usando seus poderes para o motivo mais nobre possível: comer umas mulherzinha. Richards tem a idéia de criar uma máquina pra reproduzir o acidente que criou o grupo, e assim trazer Ben de volta a forma humana careca e bisonha dele. Se ele não fosse o gênio mais burro do mundo ele teria feito disso antes de quase matar seus amigos no espaço tentando pesquisar a tempestade cósmica, mas tudo bem.

Vitor Coisa Ruim, por outro lado é um gênio à altura de Richards. Seu plano maquiavélico consiste de transformar o coisa em humano novamente para poder sequestrar seu arqui rival e o congelar sem motivo aparente, só porque ele é muito mau mesmo. Coisa que consegue com facilidade, por que Richards é um boçal. Depois disso ele recorre a requintada e infalível idéia de jogar um missil no Tocha Humana. E quando eu digo no Tocha Humana eu quero dizer só no Tocha Humana mesmo. Ele escreve o nome do sujeito no missil. Literalmente.

Mas ele não contava com Ben, que ao invés de chamar a polícia resolve voltar a máquina e se transformar em um vilão dos Changeman para libertar seus amigos. E então temos aquela grande luta final, aonde o Quarteto tem que aprender a usar seus poderes em conjunto para deter a ameaça de Vitor Sapequinha. Afinal o homem era capaz de atirar raios de eletricidade e ninguém tinha uma sandália havaiana para usar como isolante. Vitor é incinerado cruel e dolorosamente, todo mundo festeja e o Coisa decide que gosta da ser um monstro depois de encontrar uma namorada cega com fetiche em paralelepípedos. E todos viveram felizes para sempre, menos Vitor Malvadão que foi tostado, derretido, transformado em uma estátua e enviado para seu obscuro país na Europa Ocidental dentro de um container. Mas quem liga para esses malditos imigrantes, anyway?

P.S.: O que me deixa embasbacado mesmo em relação a esse filme é saber que o co-roteirista é Mark Frost, nada mais nada menos que co-criador e escritor da melhor série de tv do mundo, a saber: Twin Peaks. Espero que seja um tumor no cérebro o culpado por essa pá de merda que ele acabou de jogar em sua carreira.

Posted by Tiago Teixeira at 06:23 PM | Comments (7)

julho 20, 2005

Guia de sobrevivência no ambiente coorporativo parte XXVI - Banheiros

O mundo dos colaboradores de grandes coorporações modernas é cheio de emoção e aventura. Hoje, nos debruçamos um pouco sobre um problema que aflige os zumbis modernos da pró-atividade: A convivência pacífica com os banheiros.

Estude suas opções

Além do banheiro mais comum, faça uma pesquisa extensiva do seu terrítório. A 'casinha' mais perto das salas da diretoria, por exemplo, geralmente recebe mais atenção da limpeza e são pouco usadas por causa do alto poder de intimidação que os colaboradores de patente mais altas exercem sobre as camadas sociais menos favorecidas do escritório. Controle seu medo.

Banheiros para deficientes físicos também são uma ótima escolha. Seu espaço amplo permite inclusive que você ensaie seus últimos passos de dança de salão ou pratique embaixadinhas. É um lugar tão aconchegante que geralmente é tomado por bandos amotinados do pessoal da limpeza, que consideram o lugar seu por direito, já que é tão pouco utilizado. Bombas de gás lacrimogênio podem ser muito úteis nessa hora. Visite o mercado livre e aumente seu arsenal (não ganhei nenhuma ajuda de custo por essa propaganda, mas bem que podia. Ouviu, departamento de marketing do Mercado Livre?).

And it's War!

Muitos colabores e poucos reservados: uma equação mortal. Nessa situação hostil, todas as armas são válidas para alcançar seu destino antes da concorrência. Tênis de corrida, cotuveladas no estômago, minas terrestres banidas pela convenção de Genebra - mantenha-se atualizado e seja impedoso.

Use seus sentidos

O olfato é o sentido óbvio a ser utilizado nessas operações. Ao menor sinal daquele odor característico da dobradinha do bar do gomes fuja para outro banheiro (ver item 'Conheça seu território). Fique os ouvidos atentos! Corra como se não houvesse amanhã se ouvir sons como:

- Grunhidos, gemidos de dor, socos na parede
- A famigerada descarga dupla. Se o colaborador precisou de duas descargas é sinal que algo não vai bem.
- O sibilar do Desodorizador por mais de 3 segundos.

Alguns sons, por outro lado, podem trazer notícias apaziguantes. Nada mais feliz do que chegar a fila do banheiro e ouvir o magnífico som de dentes sendo escovados. Sinal de que o banheiro vai ser desocupado rápido e com um cheirinho de eucalipto.

Conheça seu inimigo

Preste atenção nos horários de seus colegas de trabalho. Saiba que o Almeidinha da contabilidade come feijoada na sexta e que seu intestino funciona como uma máquina, deixando o banheiro inutilizado no período entre 14 e 15 horas. Que as senhoras da limpeza fazem a faxina as 15:30 e que seu turno acaba as 17:45 e que depois disso a entrada no banheiro fica por sua conta e risco. Que Jorjão, o contínuo, toma banho na pia, processo que dura aproximadamente meia hora (quando ele não traz o condicionador).

Últimos conselhos

Força. Garra. Determinação. Lute pelo que você quer. Não esmoreça. A batalha vai ser dura mas os vencedores terão seus nomes escritos na história.

Olhos de tigre! Olhos de tigre!

Posted by Tiago Teixeira at 05:59 PM | Comments (2)

julho 12, 2005

Transportando a serviço de sua majestade

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Aonde se cruza a tênue linha entre referência e falta de imaginação?

O trailer está aqui, e estou torcendo para que seja tão divertido quanto o primeiro, pois apesar da presença execrável de Luc Besson o Corey Yuen continua envolvido. E como Tarantino disse outro dia, o cinema de ação é o cinema... mais cinema... an... ah, você entendeu.

Posted by Tiago Teixeira at 05:18 PM | Comments (2)

Borges / Casares / Robbe Grillet

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Eu não lembro exatamente quando comecei a ler Borges, eu era moleque e tinha lido alguma coisa sobre escritores de realismo fantástico. Se eu não me engano eram citados o ceguinho Argentino e o Italo Calvino. O Italo Calvino eu só cheguei a ler poucos anos atrás, achei legal, dei uns tapinhas na cabeça dele como agradecimento e deixei de lado. Já o Borges virou um dos meus escritores favoritos, culpa do 'Ficções', meu primeiro livro do homem (editora globo, uma edição horrorosa de capa preta com uns riscos cinzas, boa pra se vender em bancas de jornal) que até hoje ainda acho uns dos melhores que já li.

Borges e Bioy Casares eram amiguinhos, saiam de noite pra tocar o terror em Buenos Aires, tentando seduzir as bibliotecárias e indo aos domingos nos zoológicos ver os tigres. Já tinha lido um livrinho divertidíssimo dos dois, com o detetive encarcerado Dom Isidoro Parodi (edição de bolso bem cuidadíssima da Dantes) que lembrava muito o Padre Brown do Chesterton, de quem Borges era fã assumido.

Então eu estou aqui no centro do Rio de Janeiro e entro na Beringela outro dia pra gastar meu dinheiro ganho as custas de muita LER, dor nas costas e olheiras em livros velhos. Acabo saindo com 'A Máquina Fantástica' do Casares, 'Encontro em Honk Kong' do Robbe Grillet, roteirista do Ano Passado em Mariembad do Alain Resnais e "Onda de Crimes" do James Ellroy. Ai meu deuso, quantos nomes, que loucura, parece uma lista telefônica, afe.

Eu nunca tinha lido nada do Grillet, mas tinha me interessado depois de ler uma entrevista do Resnais dizendo porque tinha chamado ele pra escrever seu filme mais conhecido patati patata. Escolhi começar pelo livrinho do Casares, que a partir de agora vou chamar pelo nome verdadeiro - "A Invençao de Morel" - tendo em vista que as edições atuais brasileiras já se redimiram desse erro.

No prólogo dessa edição, de setenta e poucos e que me pareceu ser do Círculo do Livro, Borges fala sobre como considerava a trama de Casares perfeita. E como que hoje em dia uma trama bem feita era injustamente considerada truque de prestidigitação e que somente os romances inteiramente psicológicos são considerados dignos de mérito. Isso não tem nada a ver com nada, mas eu achei legal botar aqui porque ainda acho uma acusação super atual, principalmente na tv e no cinema. Vamos refletir sobre isso um minuto. Pronto, continuemos.

"A Invenção de Morel" é bem escrito e estiloso, apresenta umas idéias muito interessantes e é bem humano e sensível pra quem dá um bocejo quando se fala em Realismo Fantástico. Por isso deveria ser comprado pela sua pessoa sem pestanejar se vocês se esbarrarem em um canto empoeirado de um sebo qualquer. Pois bem, em sem fim, uma nota sobre o autor comentava como que essa história havia inspirado... Alain Robbe Grillet a escrever "O Ano Passado em Mariembad" ! Nesse momento eu fiz assim, ó: _oh.gif


E percebi que realmente o filme tinha muito a ver com o livro, a relação do(s) protagonista(s) com uma realidade fora do tempo que só permite que ele seja um espectador. Aí pensei - Menino, essa coisa de sincronicidade é incrível. Estou diante de um sinal divino. - De imediato comecei a ler "Encontro em Honk Kong" (porque Deus quis assim) e estou adorando. É uma narrativa feita de sensações e devia ser lido por todo mundo que curte cinema, principalmente o não-narrativo.

Espero ansiosamente chegar no fim do livro e encontrar uma conexão entre Grillet e os assassinatos dos anos 90 em Los Angeles que James Ellroy relata em 'Onda de Crimes'. Aí sim quero ver esse negócio de sincronicidade funcionar.

P.S.: A quem importa tudo isso? Ninguém, mas o blog é meu e eu escrevo o que eu quiser. HA! Apanhei-te cavaquinho!

Posted by Tiago Teixeira at 03:44 PM | Comments (3)

julho 11, 2005

Batman & Tóte

Nova coluna na Contracampo, leiam, amiguinhos.

Posted by Tiago Teixeira at 12:07 PM | Comments (2)

julho 04, 2005

125

Como funciona o interior da Terra? E a memória? Molecularmente, o que difere estado vítreo do estado líquido? Porque dormimos?

Não sabe, burrão? Nem você nem ninguém. Bata os olho nas 125 perguntas que a ciência não conseguiu responder até hoje e fique boladinho.

Posted by Tiago Teixeira at 12:02 PM | Comments (7)

Alegria nas coisas simples.

Ah, o povo. O povo, além de ser um forte, é um sábio. Consegue tirar a felicidade de coisas prosaicas que muitas vezes deixamos passar desapercebidas nessa vida tão atribulada.

Veje, por exemplo, esse magnífico adesivo que avistei na traseira de uma Kombi:

Pra que dinheiro e carro importado,
Se a melhor coisa do mundo eu faço pelado.

Ignorem a métrica que lembra os melhores trabalhos de Fernando Pessoa. Atente ao que diz esse homem, esse pobre motorista de Kombi. Você já conheceu alguma outra pessoa que gostasse tanto de tomar banho?

Posted by Tiago Teixeira at 10:53 AM | Comments (2)