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outubro 03, 2005
Da espuma do mar para Krypton

O Super-homem é um daqueles personagens que eu gosto mais pelo seu lado icônico do que pelas histórias em si. Mesmo porque a maioria delas, se o gato ver, enterra (Salvo, claro, raríssimas excessões, como a Red Son do espertíssimo Mark Millar). A DC comics, em uma de suas inúmeras iniciativas atuais para renovar seu panteão de heróis, criou a linha All-star. Nesses gibis, os personagens mais conhecidos da editora participam de histórias desligadas da cronologia normal dos títulos, dando a possíbilidade de alguém que não leu 40 anos de Batman, por exemplo, poder compreender tudo sem problema.
O All-star do nome não é sem propósito. A primeira revista da linha trouxe uma equipe formada por Frank Miller e Jim Lee. Eu nem curto muito o Jim Lee, mas whatever. Os dois são considerados os melhores naquilo que fazem, e realmente o novo enfoque que Miller deu pro homem morcego é realmente perturbador e instigante.
A segunda leva uniu Grant Morrison e Frank Quitely. Novamente, os melhores do ramo. Frank Quitely, principalmente, é um dos meus ilustradores favoritos e depois de ver coisas como We3 eu estou muito apreensivo em ver o resultado disso. Mesmo porque Morrison é um dos escritores que entende o Azulão como essa entidade bigger than life que ele é nos quadrinhos e o ícone arquetípico que ele se tornou na cultura ocidental.
Vejam por exemplo essa prévia. Só mesmo esses dois fdps para fazerem uma primeira página tão poética, sucinta e perfeita. A origem do super homem em 1 página, 4 quadrinhos, 8 palavras.

Isso aí é praticamente o equivalente do Nascimento de Venus de Botticelli em forma de gibi. Não, não é exagero.
Em português:
"Planeta condenado."
"Cientistas desesperados."
"Última esperança."
"Casal gentil."
Posted by Tiago Teixeira at outubro 3, 2005 01:02 PM