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30.12.03 // Viva o Roque

Jack White, vocalista do White Stripes, está se empenhando para provar que a vertente roquenrou da sua banda é verdadeira. Tudo documentado no The Smoking Gun. De brinde esse mês ainda temos as fotos da prisão do grande Johnny Cash (porte de drogas) ou as de Vince Vaughn, preso por esfaquear Steve Buscemi.

10:27 AM | mais Notícias | Comente. (70)


29.12.03 // 2004

Mensagemzinha de fim de ano pra você, peregrino. Clica!

09:49 AM | mais Comunicados | Comente. (49)


22.12.03 // Adote mais gatinhas!

A Dani Lima está com duas gatinhas para adotar, se você não é um macumbeiro a procura de gatos pretos e gosta de animais, visite o site e leve as gatinhas pra casa!

Alias, esse lance dos macumbeiros é sério, acontece o tempo todo. Como o meu guru espiritual David Lynch já disse, esse mundo é selvagem no coração e doente da cabeça.

05:33 PM | mais Notícias | Comente. (61)


// Humanismo de Qusay é Uday.

O ex-ditador do Iraque, Saddam Hussein, está preso em uma cela com imagens de 38 ex-dirigentes iraquianos capturados ou mortos colocadas nas paredes, entre eles os filhos Uday e Qusay, informou a rede de televisão americana CBS.

Segundo um jornalista do programa "60 minutes", que citou um americano que esteve na cela do ex-presidente, Saddam também se vê obrigado a passar o dia diante de uma foto do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, colocada na parede oposta àquela em que estão as de seus filhos.

Pode dizer, você não estava com saudade de uma coisa desse tipo desde o julgamento dos nazistas em Nuremberg? Inicio agora uma enquete aqui pra tentar adivinhar qual humilhação eles vão pensar para o derradeiro julgamento e provavel execução do ex-ditador do Iraque.

Você acha que durante o julgamento de Saddam, ele vai:

A) Ser colocado em uma redoma de vidro, como os nazistas da segunda guerra?
B) Entrar no julgamento de coleira e vestido como um poodle.
C) Ser obrigado a dizer que o Bush é legal e convidar ele pro almoço de domingo.
D) Ser obrigado a pedir ´Arrego´ e `Pinico´.
E) Ser circuncisado e vestir um Kipah.

Deixe já seu voto, visitante amigo!

10:28 AM | mais Notícias | Comente. (105)


19.12.03 // Reforço na Liga

Nerds deprimentes, fiquem espertos! O desenho animado da Liga da Justiça, que era bom no primeiro ano e está se revelando bom pra caramba no segundo vai receber reforços no vindouro terceiro ano da série. Já estão escalados para os roteiros o excelente J. M. deMatteis e o picareta Warren Ellis (à quem goste). Mais um ponto para Bruce Timm e sua equipe. O rapaz é o responsável pelas séries de animação que melhor traduziram o universo DC para outras mídias, na minha humilde opinião.

E se você, como este que vos fala, tem conexão rápida e pouca paciência para esperar os desenhos do segundo ano chegarem aqui, baixem os episódios na rede gnutella ou no kaaza. Recomendo enfaticamente: ´Twilight of the Gods´ e ´A Better World´. Esse último tem reflexos do Authority do Mark Millar e é até agora o melhor da segunda temporada.

11:11 AM | mais Hqs | Comente. (75)


16.12.03 // Máximo Dore

Pessoalmente não sou um grande jogador de videogames (e quando eu digo videogame eu quero dizer o meu PC), e minha rotina básica no que se trata de jogos eletrônicos se resume a períodos obsessivos gerados por certos jogos, coisa que varia periodicamente entre o tempo que eu demoro para achar um novo lançamento que me influencie a jogar fora várias horas na frente de um computador até que ele seja devidamente finalizado. Um lançamento desse tipo foi o Max Payne 2: The fall of Max Payne, continuação do que foi, para mim, o melhor jogo de carnificina urbana já produzido.

Max Payne é um detetive de NY. Seu nome é um trocadilho infame essencial para definir o personagem, que tem uma história e uma personalidade composta de todos os principais clichês do gênero policial contemporâneo. Payne, um policial promissor, tem sua família morta por traficantes enlouquecidos e se torna um homem amargo marcado pela fatalidade. Quando percebe que o assassinato não foi um ato aleatório de violência ele decide fazer justiça com os próprios punhos (e pistolas automáticas) pondo em risco a sua carreira e sua sanidade. Parece familiar? Ótimo, essa é a intenção.

O primeiro Max Payne era fascinante por vários motivos. Em primeiro lugar, ele recebeu um cuidado a ambientação, roteiro e clima tão grande quando ao da sua ótima jogabilidade. As cenas que entrecortavam a ação do jogo são apresentadas como uma história em quadrinhos bem cuidada e toda a interpretação de vozes do jogo é perfeita, fortalecendo ainda mais o feeling de filme policial de segunda categoria e de literatura ´pulp´ (na maior parte do tempo nosso herói fala usando metáforas de um Philip Marlowe exageradamente melancólico). As aventuras do policial são repletas de reviravoltas de roteiro que são deliciosas de tão previsíveis. Não existe uma preocupação em criar uma trama original, e todos os acontecimentos, toda linha de diálogo, todas as situações são referências picotadas e remontadas como um mixagem das principais obras policiais, definindo o mundo de Max Payne como uma colagem completamente enlouquecida. Ele é Philip Marlowe e Dirty Harry, o Continental OP e Nicholas Marshal, Mike Hammer e Columbo, tudo isso destroçado e reprocessado um milhão de vezes até perder completamente o sentido.

Em segundo lugar, mas longe de ser menos importante, a série é sem sombra de dúvida a iniciativa mais cinematográfica em termos de jogos de ação. Foi o primeiro a usar o efeito bullet time efetivamente, permitindo ao jogador se lançar em câmera lenta no meio de tiroteios complicadíssimos e acompanhar a trajetória das balas, estilhaços e corpos para aumentar suas chances de acertar os inimigos e sobreviver. Suas sequências de ação são elaboradíssimas ao contrário do infindável exército de bandidos que pula em sua frente que já se tornou marca registrada do gênero. Vários de seus tiroteiros e mortes em câmera lenta inclusive, são homenagens claras a especialistas chineses como os cineastas John Woo ou Tsui Hark. Isso tudo na primeira versão do jogo. O que o segundo episódio na vida do incauto detetive do NYPD trás de novo?

Em uma trama rocambolesca, o detetive reencontra uma mulher misteriosa que o havia ajudado em sua primeira aventura e se apaixona por ela. Mas descobre que ela é a principal suspeita do assassinato de um político e tem que decidir entre cumprir a lei e salvar a mulher amada. Claro que em eventualmente isso vai leva-lo a descobrir verdades assustadoras sobre a morte de sua família e a finalmente superar a tragédia. No caminho, Payne tem que novamente lutar contra exércitos de mafiosos e passar por uma série de seqüências de ação bem pensadas, como sempre.

Possivelmente encurralados por uma incapacidade de superar o primeiro jogo tecnicamente, os produtores parecem ter optado por melhorar ainda mais sua ambientação. Claro que as melhorias técnicas estão lá, algumas bem interessantes como a capacidade de destruir virtualmente qualquer objeto do cenário e gráficos mais detalhados (principalmente o design do protagonista, que tem muito mais personalidade do que o primeiro), mas o grande diferencial da continuação está em outro lugar, Max Payne 2 : The Fall of Max Payne é antes de qualquer coisa um exercício na criação de climas e ambientações, se aproximando cada vez mais de uma experiência cinematográfica.

Veja um exemplo. Max Payne, a procura da femme fatale Mona, descobre seu esconderijo, um parque de diversões temático abandonado, feito para lucrar em cima de uma série policial de sucesso do passado, que contava a história de um detetive que tem a família morta e uma sede insaciável de vingança. Ele invade o lugar e passeia por brinquedos assustadores desativados, que aos poucos vão lembrando a ele mesmo de sua própria história trágica. A medida que ele avança, ele vai narrando seus pensamentos com sua soturna voz em off, e traçando paralelos entre o parque e sua situação. Um estágio inteiro do jogo transcorre dessa maneira, não existe um inimigo ou desafio a ser vencido. São dez minutos de jogo aonde você se limita a escutar as elucubrações de Payne e explorar um ambiente absurdamente detalhado. Só com essa seqüência você percebe que o jogo de distingue claramente do frenesi agitadíssimo se seus concorrentes. Ele toca em um tom diferente, com suas longas seqüências introspectivas e suas cutscenes que intercalam os tiroteios, aonde se tenta fazer com que o jogador experimente uma série de emoções claramente díspares da monotonia homicida de qualquer similar do mercado. O que a Rockstar Games quer fazer é lhe forçar a olhar pelos olhos de Max Payne, e é uma visão assustadora, uma paródia melancólica e uma aventura alucinante ao mesmo tempo. É, enfim, uma visão de novos e vigorosos horizontes para os videogames.

03:36 PM | mais Videogames | Comente. (54)


11.12.03 // Tagline do ano

Os irmãos Wachowski criaram uma editora de quadrinhos, e depois de lançar uma série com spin offs do filme vão produzir duas séries originais feitas por dois quadrinistas que trabalharam nos storyboards (Steve Skroce) e no design de produção (Geoff Darow). O segundo é um desenhista absurdo, e tem um trabalho quase barroco de tão detalhista. O fato é que a série dele, a se chamar Shaolin Cowboy, tem a melhor tagline do ano até agora:

He has no past...
He has no future...
But he has plenty of ammunition!

ou:

Ele não tem passado...
Ele não tem futuro...
Mas ele tem munição pra caramba!

Não adianta, eu sou um fã incondicional de taglines e frases de efeito. Qualquer dia eu listo as minhas preferidas aqui.

11:09 AM | mais Hqs | Comente. (82)


09.12.03 // A Forma do Pesadelo

That´s what we were looking for: a disquieting film, very disquieting, very fragile and vibrant. Not a film like a tree, with a trunk and branches, but like a field of sunflowers, a field of grass growing everywhere. Here´s the biggest rupture: in the way the film was conceived. It was conceived and developed on questions of intensity rather than psychological relations. My dream is to create a completely ´Spinoza-ist´ film, built upon ethical categories: rage, joy, pride and essentially each of these categories would be a pure block of sensations, passing from one to the other with enormous suddenness. So the film would be a constant vibration of emotions and affects, and all that would reunite us, reinscribe us into the material in which we´re formed: the perceptual material of our first years, our first moments, our childhood. Before speech. That´s the impulse - the desire - which led to the film.

The Body's Night: Philippe Grandrieux interviewed by Nicole Brenez

09:18 AM | mais Cinema | Comente. (84)


08.12.03 // Madeeeira!

Um detalhe apavorante do tenebroso fenômeno conhecido como ´A árvore de Natal da Lagoa´ e a inexplicável fascinação que ela exerce sobre milhares de pessoas é a capacidade que essa entulho flutuante de induzir uma espécie de transe nos que passam nas suas proxímidades, deixando a vítima olhando abobalhada para a coisa com um sorriso idiota na face. Vítimas, que alias, são muito mais vulneráveis se nascidas na zona norte da cidade.

Tá bom, sem luvas de pelica: Os suburbanos adoram aquela merda. E eu, como nascido e criado no subúrbio me sinto no direito de falar do assunto com propriedade. Porra, você passa pela Lagoa no domingo e em plena tarde o lugar está apinhado de gente se acotovelando pra arrumar um bom lugar pra obsrevar aquele desperdício de energia elétrica, que pra piorar a situação não estava nem acesa. Claro que a aglomeração trás consigo milhares de barraquinhas de churros e de misto quente e aquele batalhão de guardadores que pulam no meio da rua pra oferecer uma vaga. Em suma, uma favelização completa e irrestrita. Tudo isso pra ver aquilo. A coisa. Eu não entendo cara, na boa. É só uma árvore de gosto duvidoso. Não tem nem musiquinha nem nada. Se tivesse musiquinha eu ia achar até legal.

01:52 PM | mais Reclamações Aleatórias | Comente. (84)


05.12.03 // A mão no Lula Lá.

Não é de praxe encontrar um repórter fotográfico com tanta paciência e imaginação. Esse aí não só conseguiu captar o Lula em uma posição ingrata como encaixou uma mão no enquadramento só pra dar um requinte de crueldade.

02:39 PM | mais Piadas Infames | Comente. (79)


04.12.03 // Uma questão de prioridades.

Ainda no mesmo assunto, existem certos aspectos da publicidade moderna que me intrigam profundamente. Considerem por exemplo um reclame de cerveja que conta a seguinte história:

Um homem está no aconchego de seu lar, bolinando uma gatinha no sofá. De repente o telefone toca. Entretido como está, o mancebo deixa a secretária atender. Escutamos então um recado com uma voz feminina dizendo como a noite de ontem foi boa. A dama, óbvio, se chateia imensamente e sai correndo do aposento.

No próximo quadro vemos o amigo chegando cabisbaixo no bar, aonde alguns comparsas tomam cerveja. Ao sentar na mesa os amigos riem dele e confessam que foram os responsáveis pelo recado no aparelho e pelo fim de sua noite de sexo e luxúria. O pusilânime acha tudo muito engraçado, e aponta o dedo pra eles como se dissesse "Ah, mas vocês hein, que sapequinhas!".

Então eu pergunto. Não é uma BICHONA?

03:51 PM | mais Televisão | Comente. (127)


03.12.03 // Como um cão!

Vi uma propaganda outro dia, não me lembro qual era a ONG ou partido político. Um mendigo se preparava pra esmolar e então colocava uma fantasia de cachorro. Vinha o letreiro `Você acha justo um cachorro ter mais chance de comer do que um ser humano?`.

Claro que eu acho. Um ser humano com fome tem várias saídas. Ele pode mendigar, roubar, matar, sequestrar, ir pra um abrigo, ir tomar o café da manhã de um real fruto de uma daqueles medidas assistencialistas da Rosinha que o povo adora, comer um outro mendigo, virar flanelinha, bater uma laje, etc, etc, etc. O que o cachorro pode fazer? Latir, já que ele vive fora do que seria seu ecosistema natural e não tem como arranjar comida sozinho. Ele pode tamber revirar umas latas de lixo, se conseguir chegar antes dos mendigos. Além disso você nunca vai ver nenhum cachorro construindo uma bomba atômica, linchando homosexuais ou matando outro cachorro por causa do petróleo dele.

Então peregrino, a hora é essa. Da próxima vez que você ver uma criança comendo um pão velho, tome uma atitude! Arranque o pão da mão desse FDP e jogue pro cão mais próximo. Porque um dia, meu amigo, essa criança vai virar um ser humano fully developed, como esses outros que você vê por aí. E é melhor cortar o mal pela raiz, ora bolas.

04:38 PM | mais Televisão | Comente. (120)


01.12.03 // Ajude uma gata sem-teto

Adotem uma gata sem teto que mata tapetes! Mais informações aqui. E ninguém vai reclamar se você divulgar esse selo por aí.

04:41 PM | mais Notícias | Comente. (55)