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31.08.04 // O blog do homem

Oh, iés. Quentin Tarantino. O homem. O mito. A maior boca de caçapa de Hollywood. Agora na web.

06:31 PM | mais Cinema | Comente. (5)


20.08.04 // O óbvio ululante

Sempre existe alguém de plantão para reclamar das traduções brasileiras para nomes de filmes, seja pelas escolhas estapafúrdias, pelos lugares-comuns ou pela preguiça de pensar em alguma coisa e decidir apenas manter o nome original. Mas justiça seja feita, chamar o documentário da escola Michael Moore de cinema ´Super Size Me´ de ´A dieta do palhaço´ foi um toque de gênio. Nada mais apropriado para um filme que mostra um idiota natureba decidindo provar que McDonalds faz mal a saúde.

Mas devido ao sucesso comercial dessa empreitada, já tenho em mente um plano para um documentário semelhante para me tirar da pindaíba. Durante um mês, eu estarei me atirando do alto de arranha-céus para provar que pular de edifícios faz mal a sua saúde. Já consegui uma junta médica para me analizar a cada salto e constatar os danos causados. Meu objetivo final é conseguir apoio para mover uma ação judicial que obrigue o governo a instalar em cada prédio com mais de 3 andares placas avisando o perigo que pular dali de cima pode causar ao seu organismo. No futuro, pretendo processar todos os donos desses edifícios e por fim demolir esses monstros arquitetônicos um a um. Só assim a sociedade ocidental estará salva desse mal horrível.

12:19 PM | mais Cinema | Comente. (33)


18.08.04 // Sobre o estado atual desse blog.

Quem estava com saudade de uma crise? Apresentamos, só para vocês que acompanham esse blog regularmente, a mais nova e atualizada crise do `Pensamento Vivo de Tiago Teixeira´.

Não existe nenhuma dúvida existencial ou problema grave a ser sanado, a verdade é que estou sem tempo para me concentrar no blog e pensar em assuntos interessantes (a quem mesmo?) para escrever. Mas não se desesperem, no mesmo momento que escrevo esse html sujo minha mente tenta descobrir alguma coisa para falar por aqui. Eu sei que vocês estão todos desesperados de saudade. Não, pode dizer, eu sei que é grave. Resistam, amigos.

08:47 PM | mais Comunicados | Comente. (42)


06.08.04 // O patrão ficou maluco!

Promoção pague duas leve três no Jujuba Preta. COÇA A CARTEIRA, PLAYBOY!

01:09 PM | mais Comunicados | Comente. (23)


05.08.04 // Moleque Capeta. Pirralho Cramulhão. Pivete Tinhoso. Ok, Hellboy, mas eu podia continuar isso a noite inteira.

Acredito do fundo do meu coração que Guillermo Del Toro é um diretor com potencial que um dia vai realizar alguma obra-prima do tipo de cinema fantástico que ele tanto adora. Enquanto esse dia não chega, temos Hellboy.

Criação de Mike Mignola (responsável também pelo design do Atlantis da Disney), Hellboy é um demônio membro do birô de defesa paranormal, entidade que… hmmm… defende o mundo de ameaças paranormais... Suas histórias são uma mistura dos temas preferidos de seu criador, que incluem teorias conspiratórias, mitologia nórdica e alguns deuses Lovecraftianos. Tudo isso é ilustrado com um estilo inconfundível e altamente sofisticado que é marca registrada do desenhista.

Hellboy, o filme, é a hq cuspida e escarrada. Primeiro estéticamente: desde a maquiagem, passando pelos enquadramentos e englobando até mesmo as poses que são marca registrada do personagem. Em termos de maquiagem, alias, talvez o personagem impressionante seja Abe Sapien, principalmente quando seus olhos não estão convenientemente escondidos por óculos escuros. Está tudo lá, uma tradução perfeita que poderia ter ficado ridícula por um triz, dada a dificuldade de reproduzir na tela, por exemplo, um demônio vermelho de dois metros com chifres e até mesmo um rabinho maroto. A personalidade dos presonagens também foi traduzida com cuidado, e os melhores momentos do filme são os em que Hellboy tem espaço para resmungar e agir como um adolescente irresponsável.


Mas nem tudo são flores. A tradução da hq para a tela é tão fiel que todos os pontos fracos do original também estão lá. Como nos quadrinhos, as cenas de ação de Hellboy são às vezes tediosas e pouco inspiradas. Sem contar que a solução para todos os problemas parece ser esmurrar/explodir/atirar em o que estiver no caminho. Da mesma maneira, trama do filme é rasa, e o relacionamento entre os personagens soa inverossímil em alguns momentos. Em especial no final um tanto abrupto. É claro que não existe um interesse de Mignola em criar situações instigantes, e que sua atenção é voltada para o campo estético e ao remix de teorias conspiratórias que ele se diverte em criar. O que faltou foi o bom senso de Guillermo & equipe de perceber esses pontos fracos e transformar a adaptação em uma obra superior ao original.

Já disse, é uma adaptação exata. Em tudo que isso tem de bom e ruim. Novamente como no original, Hellboy diverte e tem um visual impressionante. Também como no original, poderiam ter gasto mais tempo com a trama e cenas de ação. Claro que Ron Pearlman está sempre lá com uma tirada engraçadinha e rabugenta para tentar salvar a cena, o que ele faz muito bem na maioria dos casos. Quem sabe na continuação ele não precise se esforçar tanto?

07:34 PM | mais Cinema | Comente. (28)


03.08.04 // Garotas do meu Brasil varonil: vou dar a vocês um tostão da minha voz...!

Entrevista com Jorge Loredo, o Zé Bonitinho, na Contracampo. O homem, o mito. Clica.

11:53 AM | mais Cinema | Comente. (5)


02.08.04 // Dez razões para assistir Homem Aranha 2

1. O quadrinho em quadro.
Se você considerar Darkman como uma primeira tentativa e o primeiro filme do aranha como um diploma de conclusão de segundo grau, Homem-Aranha 2 é com certeza uma pós-graduação. É uma metáfora fraca e meio ridícula, mas isso não vem ao caso. Tá bom, bastante ridícula. Bom, o fato é: Aparentemente, ninguém é mais qualificado hoje em dia para fazer um mise-en-scene quadrinhesco como Sam Raimi. Falando, claro, em termos estilísticos e se tratando de elementos visuais definidos nos anos 60 por Jack Kirby, Steve Dikto e todos os ícones dos super-heróis ianques. Todas as fusões, cut ins, zooms, close-up extremos, reaction shots, tudo é utilizado com uma maestria absurda pra criar um quadrinho vivo e em movimento. Talvez por causa disso, algumas cenas de diáologo são dirígidas em um campo e contracampo que poderia ter saído de ´Senhora do Destino´, tanta a ênfase que é dada nas cenas mais importantes e de ação. Em algum momentos temos essa direção pouco imaginativa, mas acho que funcionam bem como pontos no filme aonde você pode relaxar um pouco os olhos e se concentar apenas nas relações entre os personagens.

2. PARKEEEEEER!
Peter Parker é uma versão 00 de Didi Mocó. Melhor, uma versão do Aparício. Pobretão, desastrado, sempre atrasado, não consegue nem pegar um canapé em uma festa e está em vias de perder seu amor platônico para o filho de seu chefe. Homem-Aranha dois é um filme tão seguro ao ponto de não se levar a sério e permitir brincadeiras tão divertidas como o videoclipe de ´Raindrops keep falling on my head´ estrelando o ex-aranha, com direito a um congelamento da imagem de um nerd feliz e despreocupado para fechar a sequência.

3. O Bug e o Computador
Avanços técnológicos à parte, é muito difícil ver um efeito gerado por computador na tela e não perceber o que está acontecendo. Com isso em mente, os tentáculos do Doc Ock foram produzidos sem computadores quando aparecem em close interagindo e conversando com seu dono. O efeito é muito mais satisfatório do que algumas cenas com o Aranha CGI, que parecem claramente fakes, mas não consigo pensar em outra maneira de representar as acrobacias e movimentos rápidos do personagem sem ajuda das maquinetas. Mas quando temos o Aranha virtual voando por cima dos prédios, correndo por paredes verticais e salvando velhinhas em voô livre a força e agilidade das cenas deixa pouco tempo pra você perceber os pormenores da animação. Só em alguns momentos mais estáticos é que se permite a troca, mas, como diz a sabedoria popular, quando o estupro é inevitável...

4. Tome isto! E isto!
Anotem o que eu digo. Ainda vai demorar alguns anos (quem sabe até o 3º. filme da série) para alguém conseguir fazer uma luta super-herói x super-vilão mais bem filmada e emocionante como a cena do metrô. Todas as outras lutas também são ótimas e divertidíssimas (as gags da Tia May no primeiro confronto são impagáveis) mas aquilo ali, meu amigo, é coisa de cinema. Ops.

5. Fale com seu médico. Eu falaria.
Sinal dos tempos. Nesses tempos nada mais é sagrado. Nem mesmo a virilidade dos Super-heróis (mesmo que boa parte deles use a cueca por cima da calça). O Homem-aranha, tomado por dúvidas e incertezas, vai ao médico para descobrir porque não consegue lançar mais aquela substância viscosa e branca que aparece quando ele faz um certo movimento manual. Não vendo nada errado, seu médico sentencia: Está tudo na sua cabeça, meu garoto. Uma abordagem corajosa e inédita aos problemas dos heróis modernos.

6. He´s just a boy...the age of my son...
Como vários outros de seu grupo, o Homem-Aranha é o defensor de uma cidade específica, a combalida Nova Iorque pós 11/9. E isso justifica o momento que alguns chamam de piegas após a luta do metrô e o levante popular contra o Duende no primeiro longa. É a função do herói para os americanos (e nova iorquinos) no momento atual, o homem comum que faz a diferença, e temos que entender que os ianques precisam disso.

7. Um vilão a altura
A representação do Doutor Octopus na tela ficou impecável. E quem conhece a galeria de vilões do aranha sabe que isso foi um trabalho de mestre. Claro que Willem Dafoe segurava a barra como Duende Verde sem máscara, mas a versão power ranger não deixava de parecer meio ridícula a maior parte do tempo. Agora com Alfred Molina temos um vilão de personalidade um pouquinho mais complexa, muito mais apurado e interessante estéticamente e que parece realmente ameaçador. Vale notar também que a alternância entre tentáculos feitos por CGI e os manipulados pelo pessoal do Jim Henson deram um realismo surpreendente para os apêndices.

8. Payback Time
Finalmente, temos um deleite fílmico sem igual em presenciar a farta destruição de taxis em Homem-Aranha 2. Me senti vingado.

9. Razão Número Nove
Só coloquei esse item pra encher linguiça.

10. Finalmente
Esse aqui eu coloquei só pra completar dez e fechar num número bonito.

05:20 PM | mais Cinema | Comente. (51)