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19.10.04 // Festival do Rio, em ordem alfabética I

29 Palms
Foi o segundo filme do Bruno Dumond que eu assisti, o primeiro sendo ´A Humanidade´, que eu tinha achado bem interessante. Esse foi uma decepção. É um sub-Brown Bunny com um final que faz o filme passar da categoria ´insignificante´ para a ´abominação´.

Água-viva
É o último do Kioshi Kurosawa, bem bonito e enigmático. Preciso ver umas quinze vezes mais pra entender melhor o bichinho. Mas ficou no topo da minha lista desse ano.

Coffee And Cigarettes
Uma série de quadros divertidos aonde os cigarros e os cafezes são os coadjuvantes. Neles você pode ver vários tipos que estão ligados de alguma maneira com o Jim Jarmusch ou com o universo da contracultura novaiorquina daonde ele saiu. O sketch que envolve Iggy Pop e Tom Waits é impagável e o do Alfred Molina também é de (atenção para uma gíria inédita nesse blog) rachar o bicho (obrigado pela atenção). Só tem uma coisa que me incomoda muito nesse filme, a mania americana de tomar café morno. Que horror.

O Coração é Traicoeiro Acima de Todas as Coisas
Fui esperando ver uma coisa estranha e de qualidade duvidosa como o filme de estréia da Asia Argento (Diva Escarlate) e saí decepcionado. É bizarro sim, mas beeeem interessante. Não se pode mais confiar em ninguém nesse mundo.

05:42 PM | mais Cinema | Comente. (0)


22.09.04 // O céu e o inferno - TT no festival do Rio

Começemos nossa jornada de beleza e horror pelo maravilhoso e estressante festival do Rio com dois filmes sublimes que você não deve assistir. Porque eles vão estrear logo após ao festival. A dica do festival do Rio sempre é procurar filmes com legendas eletrônicas, indício de que ele não foi comprado por nenhuma distribuidora ainda e pode demorar a estrear ou pior, nunca estrear.

E óbvio, se você não assistir a retrospectiva Sergio Leone, se mate.

Kill Bill II

Tão diferente de Kill Bill I quanto complementar. Se o primeiro é a carne, esse é o espírito. E os dois são brilhantes, nada menos que isso.

A Má Educação

Repito a mesma coisa que disse quando vi ´Fale com Ela´. O Almodóvar atingiu um nível tão absurdo, mas tão absurdo, que eu fico com medo da próxima obra-prima que ele vai fazer. Pra marmanjo chorar que nem uma criança que acabou de ter o olho furado com um ferro quente. Tssss.

09:20 PM | mais Cinema | Comente. (18)


13.09.04 // Está começando...

...e começando BEM.

03:46 PM | mais Cinema | Comente. (18)


09.09.04 // A Vila e O Marketing

Hoje, alguns dias depois de assistir ´A Vila´, eu considero do fundo do meu coração esse filme como a primeira obra prima de M. Night Shyamalan. Uma obra-prima estranha e assustadora. Mas não é assutadora de uma maneira que vá fazer você pular da cadeira (apesar de existirem alguns momentos assim), o medo de ´A Vila´ vem de uma coisa mais engenhosa. Ná. Não vou contar o final não, playboy. Pode ler.

Então eu olho pra esse filme, que é uma beleza, elegante, bem dirigido, atuações espetaculares, roteiro amarrado, instigante, uma fotografia tão bonita que dá vontade de chorar, e fico me perguntando naquelas noites escuras: Porque o público o odeia tanto?

A única explicação que consegui chegar até agora põe a culpa no marketing do filme. Como esse não é nem a pau um filme comercial, tiveram que reforçar a sina do ´final-supresa´ dos filmes do indiano. E justamente agora que ele tinha se livrado da muleta. Então o sujeito vai no cinema, descobre o segredo da história e se sente traído. Porque dessa vez não temos uma reviravolta, mas uma revelação que é parte integrante do problema proposto pelo filme. E aí o cara sobe nas tamancas. Porque pagou caro pra ver um filme de horror com uma reviravolta mirabolante e ganhou uma coisa muito mais sutil e incômoda.

Me contento com essa teoria. Público-alvo errado, só pode ser. Ou vocês estão todos loucos.

Nota: Se você não quer saber mais nada sobre o filme, principalmente sobre o final, não leia os comentários. Obregado.

05:21 PM | mais Cinema | Comente. (21)


// O Polêmico.

- Claudio Assis, sem jantar e direto pro quarto pra aprender a deixar de ser um moleque recalcado. Vê se aprende que você não é um gênio indiscutível do cinema. Sua mãe não te deu educação não é?

03:00 PM | mais Cinema | Comente. (31)


31.08.04 // O blog do homem

Oh, iés. Quentin Tarantino. O homem. O mito. A maior boca de caçapa de Hollywood. Agora na web.

06:31 PM | mais Cinema | Comente. (5)


20.08.04 // O óbvio ululante

Sempre existe alguém de plantão para reclamar das traduções brasileiras para nomes de filmes, seja pelas escolhas estapafúrdias, pelos lugares-comuns ou pela preguiça de pensar em alguma coisa e decidir apenas manter o nome original. Mas justiça seja feita, chamar o documentário da escola Michael Moore de cinema ´Super Size Me´ de ´A dieta do palhaço´ foi um toque de gênio. Nada mais apropriado para um filme que mostra um idiota natureba decidindo provar que McDonalds faz mal a saúde.

Mas devido ao sucesso comercial dessa empreitada, já tenho em mente um plano para um documentário semelhante para me tirar da pindaíba. Durante um mês, eu estarei me atirando do alto de arranha-céus para provar que pular de edifícios faz mal a sua saúde. Já consegui uma junta médica para me analizar a cada salto e constatar os danos causados. Meu objetivo final é conseguir apoio para mover uma ação judicial que obrigue o governo a instalar em cada prédio com mais de 3 andares placas avisando o perigo que pular dali de cima pode causar ao seu organismo. No futuro, pretendo processar todos os donos desses edifícios e por fim demolir esses monstros arquitetônicos um a um. Só assim a sociedade ocidental estará salva desse mal horrível.

12:19 PM | mais Cinema | Comente. (33)


05.08.04 // Moleque Capeta. Pirralho Cramulhão. Pivete Tinhoso. Ok, Hellboy, mas eu podia continuar isso a noite inteira.

Acredito do fundo do meu coração que Guillermo Del Toro é um diretor com potencial que um dia vai realizar alguma obra-prima do tipo de cinema fantástico que ele tanto adora. Enquanto esse dia não chega, temos Hellboy.

Criação de Mike Mignola (responsável também pelo design do Atlantis da Disney), Hellboy é um demônio membro do birô de defesa paranormal, entidade que… hmmm… defende o mundo de ameaças paranormais... Suas histórias são uma mistura dos temas preferidos de seu criador, que incluem teorias conspiratórias, mitologia nórdica e alguns deuses Lovecraftianos. Tudo isso é ilustrado com um estilo inconfundível e altamente sofisticado que é marca registrada do desenhista.

Hellboy, o filme, é a hq cuspida e escarrada. Primeiro estéticamente: desde a maquiagem, passando pelos enquadramentos e englobando até mesmo as poses que são marca registrada do personagem. Em termos de maquiagem, alias, talvez o personagem impressionante seja Abe Sapien, principalmente quando seus olhos não estão convenientemente escondidos por óculos escuros. Está tudo lá, uma tradução perfeita que poderia ter ficado ridícula por um triz, dada a dificuldade de reproduzir na tela, por exemplo, um demônio vermelho de dois metros com chifres e até mesmo um rabinho maroto. A personalidade dos presonagens também foi traduzida com cuidado, e os melhores momentos do filme são os em que Hellboy tem espaço para resmungar e agir como um adolescente irresponsável.


Mas nem tudo são flores. A tradução da hq para a tela é tão fiel que todos os pontos fracos do original também estão lá. Como nos quadrinhos, as cenas de ação de Hellboy são às vezes tediosas e pouco inspiradas. Sem contar que a solução para todos os problemas parece ser esmurrar/explodir/atirar em o que estiver no caminho. Da mesma maneira, trama do filme é rasa, e o relacionamento entre os personagens soa inverossímil em alguns momentos. Em especial no final um tanto abrupto. É claro que não existe um interesse de Mignola em criar situações instigantes, e que sua atenção é voltada para o campo estético e ao remix de teorias conspiratórias que ele se diverte em criar. O que faltou foi o bom senso de Guillermo & equipe de perceber esses pontos fracos e transformar a adaptação em uma obra superior ao original.

Já disse, é uma adaptação exata. Em tudo que isso tem de bom e ruim. Novamente como no original, Hellboy diverte e tem um visual impressionante. Também como no original, poderiam ter gasto mais tempo com a trama e cenas de ação. Claro que Ron Pearlman está sempre lá com uma tirada engraçadinha e rabugenta para tentar salvar a cena, o que ele faz muito bem na maioria dos casos. Quem sabe na continuação ele não precise se esforçar tanto?

07:34 PM | mais Cinema | Comente. (28)


03.08.04 // Garotas do meu Brasil varonil: vou dar a vocês um tostão da minha voz...!

Entrevista com Jorge Loredo, o Zé Bonitinho, na Contracampo. O homem, o mito. Clica.

11:53 AM | mais Cinema | Comente. (5)


02.08.04 // Dez razões para assistir Homem Aranha 2

1. O quadrinho em quadro.
Se você considerar Darkman como uma primeira tentativa e o primeiro filme do aranha como um diploma de conclusão de segundo grau, Homem-Aranha 2 é com certeza uma pós-graduação. É uma metáfora fraca e meio ridícula, mas isso não vem ao caso. Tá bom, bastante ridícula. Bom, o fato é: Aparentemente, ninguém é mais qualificado hoje em dia para fazer um mise-en-scene quadrinhesco como Sam Raimi. Falando, claro, em termos estilísticos e se tratando de elementos visuais definidos nos anos 60 por Jack Kirby, Steve Dikto e todos os ícones dos super-heróis ianques. Todas as fusões, cut ins, zooms, close-up extremos, reaction shots, tudo é utilizado com uma maestria absurda pra criar um quadrinho vivo e em movimento. Talvez por causa disso, algumas cenas de diáologo são dirígidas em um campo e contracampo que poderia ter saído de ´Senhora do Destino´, tanta a ênfase que é dada nas cenas mais importantes e de ação. Em algum momentos temos essa direção pouco imaginativa, mas acho que funcionam bem como pontos no filme aonde você pode relaxar um pouco os olhos e se concentar apenas nas relações entre os personagens.

2. PARKEEEEEER!
Peter Parker é uma versão 00 de Didi Mocó. Melhor, uma versão do Aparício. Pobretão, desastrado, sempre atrasado, não consegue nem pegar um canapé em uma festa e está em vias de perder seu amor platônico para o filho de seu chefe. Homem-Aranha dois é um filme tão seguro ao ponto de não se levar a sério e permitir brincadeiras tão divertidas como o videoclipe de ´Raindrops keep falling on my head´ estrelando o ex-aranha, com direito a um congelamento da imagem de um nerd feliz e despreocupado para fechar a sequência.

3. O Bug e o Computador
Avanços técnológicos à parte, é muito difícil ver um efeito gerado por computador na tela e não perceber o que está acontecendo. Com isso em mente, os tentáculos do Doc Ock foram produzidos sem computadores quando aparecem em close interagindo e conversando com seu dono. O efeito é muito mais satisfatório do que algumas cenas com o Aranha CGI, que parecem claramente fakes, mas não consigo pensar em outra maneira de representar as acrobacias e movimentos rápidos do personagem sem ajuda das maquinetas. Mas quando temos o Aranha virtual voando por cima dos prédios, correndo por paredes verticais e salvando velhinhas em voô livre a força e agilidade das cenas deixa pouco tempo pra você perceber os pormenores da animação. Só em alguns momentos mais estáticos é que se permite a troca, mas, como diz a sabedoria popular, quando o estupro é inevitável...

4. Tome isto! E isto!
Anotem o que eu digo. Ainda vai demorar alguns anos (quem sabe até o 3º. filme da série) para alguém conseguir fazer uma luta super-herói x super-vilão mais bem filmada e emocionante como a cena do metrô. Todas as outras lutas também são ótimas e divertidíssimas (as gags da Tia May no primeiro confronto são impagáveis) mas aquilo ali, meu amigo, é coisa de cinema. Ops.

5. Fale com seu médico. Eu falaria.
Sinal dos tempos. Nesses tempos nada mais é sagrado. Nem mesmo a virilidade dos Super-heróis (mesmo que boa parte deles use a cueca por cima da calça). O Homem-aranha, tomado por dúvidas e incertezas, vai ao médico para descobrir porque não consegue lançar mais aquela substância viscosa e branca que aparece quando ele faz um certo movimento manual. Não vendo nada errado, seu médico sentencia: Está tudo na sua cabeça, meu garoto. Uma abordagem corajosa e inédita aos problemas dos heróis modernos.

6. He´s just a boy...the age of my son...
Como vários outros de seu grupo, o Homem-Aranha é o defensor de uma cidade específica, a combalida Nova Iorque pós 11/9. E isso justifica o momento que alguns chamam de piegas após a luta do metrô e o levante popular contra o Duende no primeiro longa. É a função do herói para os americanos (e nova iorquinos) no momento atual, o homem comum que faz a diferença, e temos que entender que os ianques precisam disso.

7. Um vilão a altura
A representação do Doutor Octopus na tela ficou impecável. E quem conhece a galeria de vilões do aranha sabe que isso foi um trabalho de mestre. Claro que Willem Dafoe segurava a barra como Duende Verde sem máscara, mas a versão power ranger não deixava de parecer meio ridícula a maior parte do tempo. Agora com Alfred Molina temos um vilão de personalidade um pouquinho mais complexa, muito mais apurado e interessante estéticamente e que parece realmente ameaçador. Vale notar também que a alternância entre tentáculos feitos por CGI e os manipulados pelo pessoal do Jim Henson deram um realismo surpreendente para os apêndices.

8. Payback Time
Finalmente, temos um deleite fílmico sem igual em presenciar a farta destruição de taxis em Homem-Aranha 2. Me senti vingado.

9. Razão Número Nove
Só coloquei esse item pra encher linguiça.

10. Finalmente
Esse aqui eu coloquei só pra completar dez e fechar num número bonito.

05:20 PM | mais Cinema | Comente. (51)


21.07.04 // Meninas Malvadas

Apesar de ter feito um certo sucesso lá fora, Meninas Malvadas estreou sem fazer muito barulho por aqui e a essa altura do campeonato está condenado a umas poucas salas no Rio. Roteirizado pela primeira mulher a se tornar redatora chefe do Saturday Night Live, Tina Fey, e com participações especiais de outros integrantes do programa, Meninas Malvadas é um inventário crítico, ácido e repleto de humor negro do mundo das adolescentes nas high school americanas, e talvez por tratar de um universão tão específico não tenha tido tanto apelo comercial no Brasil.

A personagem de Lindsay Lohan, uma adolescente que passou a vida com os pais na Africa sendo educada em casa, é apresentada pela primeira vez a uma escola quando completa 16 anos. Lá é transformada em pária por não ter a mínima noção de como se comportar na instituição e se torna amiga de dois arquétipos de personagens do gênero: A garota revoltada com fama de lésbica e um gay gordo que para todos os aspectos do filme também é considerado como uma menina (frequentando inclusive o banheiro feminino). Mas a beleza da manceba atraia a atenção do grupo de patricinhas-mor, as plastics, que tentam cooptá-la para o grupo.

Esse post é uma recomendação. Se você quer mesmo ler uma crítica séria sobre o assunto, fiquem com o texto da Juju.

12:18 PM | mais Cinema | Comente. (23)


05.07.04 // Segura aqui na minha varinha de condão!

O lugar comum sobre o novo filme do Harry Potter é dizer que ele é mais maduro. Como boa parte dos lugares-comum, isso é verdade. Mas essa madureza toda não diz respeito aos problemas que ele enfrenta ou a concepção de seu mundo. Ela é sim o reflexo da mudança da direção que passou de Chris Columbus para Alfonso Cuarón. Agora sim temos um adulto dirigindo essa bagaça.

Agora o mundo de Harry Potter é muito mais realista e com isso, sombrio. A presença do fantástico é aceitada como fato corriqueiro pelos personagens (e pela câmera) e somos libertados daquele deslumbramento que acontecia de cinco em cinco minutos nos filmes anteriores. Tudo faz parte de um mundo coeso, aonde cartazes de “procura-se” animados e bules de chá voadores são parte da vida cotidiana. Esse realismo faz seu mundo se tornar mais sombrio e perigoso. Hogwarts é um lugar cinza com as árvores retorcidas e montanhas pálidas, e os dementadores são de longe mais ameaçadores do que os nazgul que provavelmente os inspiraram.

A estrutura do roteiro também amadureceu. Dessa vez o enxugamento da trama foi radical e conseguiu destacar o que realmente importa, sem esquecer de deixar as piadinhas de pé de página para os aficionados pelo livro. Não existe mais aquela impressão de assistir um filme de dez horas cortado para caber em três horas. Temos um filme de duas horas e meia feito para caber em duas horas e meia, sem gordura, sem pontas soltas, sem informações inúteis.

A grande verdade é que o Chris Columbus apesar de ter feito uns filmes legais e tal tinha todo esse ranço de filme natalino e nenhum estilo. Coisa que falta de sobra no Cuarón. E Natal é o escambau, agora o Harry Potter é rock. Usa casaco da adidas, tênis, atira raios em seus próprios professores, transforma sua tia chata em um balão atmosférico, foge de casa, enfim, quase um rockstar. Juliana já disse que em alguns dos livros eles tomam um porre e fazem um monte de merda. Pelas minhas previsões, acredito que pelo sétimo livro ele deve tomar heroína. No oitavo, farras no hotel e provavelmente uma prostituta morta. Se isso acontecer me avisem que eu juro que compro um volume.

01:12 PM | mais Cinema | Comente. (33)


22.06.04 // E nós marchamos.

Agora o menino desembestou. Antes mesmo do Lançamento do Sin City do Robert Rodrigues, outro projeto de adaptação de uma HQ dos Frank Miller já recebeu o sinal verde e está em produção. Os 300 de esparta vão virar filme, dirigido pelo Zack Snyder que fez o remake do Dawn of the Dead do Romero. Que eu aliás não vi, mas fontes confiáveis me relataram que é muito bom.

Quem sabe o 300 tira o gosto ruim do Trolha? Opa. Esse trocadilho pegou meio mal, né não?

06:55 PM | mais Cinema | Comente. (53)


14.06.04 // Quem tem medo do homem morcego?

Se o filme vai ser bom eu não sei, mas os stills estão crasse.

12:22 PM | mais Cinema | Comente. (34)


// Miramax or Die

- Depois de Cidade de Deus, os americanos precisam ter contato com uma visão mais otimista do Brasil, mais condizente com o que se conhece da cultura brasileira por aqui.

Ou seja, façam um filme falado em espanhol que se passe no carnaval e aonde a capital do país seja Buenos Aires. Se todo o povo usar um sombrero e tocar maracas fica ainda mais fácil.

11:48 AM | mais Cinema | Comente. (24)


02.06.04 // VANpire Hunter

Eu adoro referências, mas fico mais feliz quando as pessoas são mais sinceras sobre suas fontes, que nem o Tarantela.

O primeiro é o Vampire Hunter D (1985), o segundo o Van Helsing (2004). A versão japonesa é mais avantajada no quesito de proteção craniana.

07:12 PM | mais Cinema | Comente. (32)


28.05.04 // Idéias divertidas para passar o tempo durante a exibição de Van Helsing

Leve com você papel e caneta e marque um ´x´ cada vez que durante o filme:

- ...alguém se balançar em uma corda.
- ... alguém for arremessado contra uma parede.
- ...o protagonista errar um tiro.
- ...o som do filme se torne tão alto que o faça cobrir os ouvidos.
- ...alguém mencionar uma informação irrelevante.
- ...uma cena de ação se emendar em outra cena de ação e assim sucessivamente até você ficar com vontade de dormir.
- ...você perceber qual vai ser o final de um mistério, luta ou diálogo.
- ...que Hugh Jackman exibir tanta personalidade e carisma quanto um hidrante.
- ...que você pensar ´Pô, esse podia ser um filme legal.´.

07:04 PM | mais Cinema | Comente. (44)


24.05.04 // O Incompreendido.

''não foi uma surpresa, no sentido em que não há nenhuma interseção entre o cinema que fazemos hoje na América Latina e aquele que Tarantino representa. De qualquer forma, ter ido para Cannes foi muito bom para Diários. O filme foi bem recebido pelo público e pela crítica internacional o que é uma indicação de que ele terá vida longa. ''

Walter Salles, depois de ouvir o resultado do festival de Cannes desse ano. Ou seja: não existe a possibilidade de Diários de Motocicleta não ter sido premiado simplesmente por não ser bom, é tudo culpa de uma incompatibilidade de visão cinematográfica entre a américa latina e Tarantino, que na visão do Waltinho, decidiu tudo sozinho. Um exemplo de humildade que deve ser seguido por todos nós.

12:15 PM | mais Cinema | Comente. (48)


13.05.04 // A verdadeira vanguarda

Alguém devia avisar ao Godard que o seu filme Carmen, que inclui generosas cenas de nudez e zéguizo, está sendo exibido naquele cinema da praia de botafogo o qual eu esqueci o nome, conhecido por exibir fitas de conteúdo pornográfico e por ostentar o letreiro ´SEMPRE UM BOM FILME´ que nunca é atualizado.

Aposto que ele ia gostar.

11:31 AM | mais Cinema | Comente. (23)


29.04.04 // ta na na na na na na naaaaan tarananana naaaaaan

Fechamos nossa série com ´Dont Let me be misunderstood´, do Santa Esmeralda. As anteriores foram ´Battle Without Honor or Humanity´ de Tomayatsu Hotei e ´Ironside´ de Quincy Jones. Obrigado pela sua audiência e vão assistir esse filme, porra.

06:40 PM | mais Cinema | Comente. (33)


// John C. Reily, o mito.

O ator norte-americano John C. Reily se retirou no início do mês da gravação de "Manderlay", que o diretor dinamarquês Lars von Trier está filmando na Suécia, porque não podia aceitar que se matasse um burro em uma cena do filme, informou o diretor da firma produtora dinamarquesa Zentropa.

Gênio da raça!

Tudo bem que eu já não pretendia assistir a continuação daquela abominação chamada Dogville mas a notícia foi boa pra reforçar a minha opção. Além de ser covarde, essa coisa de mostrar animais sendo mortos em filmes para chocar o púbico é tão infantil e besta. Essa é a maneira que o sujeito tem que tocar o público né? Mostrar um animal indefeso sendo trucidado. Que sofisticado e inventivo!

06:24 PM | mais Cinema | Comente. (25)


// Di

Disponível na Web, o documentário Di, de Glauber Rocha. O filme, proibido de ser exibido publicamente devido a um processo movido pela família do artista defunto agora ao alcance de um clique. Baixe logo antes que tirem do ar.

12:13 PM | mais Cinema | Comente. (24)


27.04.04 // TAAAAN raaaaaan ran ran ran raaaan raaaan raaaaaaaaaaan

03:37 PM | mais Cinema | Comente. (143)


26.04.04 // tuiiiin tuoooon tuiiiin tuoooon

TAN TARAN TANTAN TAAAAAANNNNNNN

11:56 AM | mais Cinema | Comente. (53)


22.04.04 // Benjamin

E não é que o filme ´Benjamin´ faz jus ao livro?

E entenda isso como quiser, peregrino.

Ah, mais uma coisa. Cléo Pires. Não entendo o frisson a respeito. Pra começar depois de olhar pra cara da manceba muito tempo você começa a reconhecer o Fábio Junior ali, o que por si só já é bizarro. Ela não tem o mínimo de charme, é altamente desengonçada e suas habilidades de representação dramática são superadas por qualquer samambaia com pulgão fácil, fácil. Só pode ser invenção da rede Groooooobo fúcs!, que deve planejar uma escalação na próxima novela das 7 a preço de banana.

06:11 PM | mais Cinema | Comente. (28)


13.04.04 // 13a. DP

John Carpenter, o diretor de Assalto à 13a. DP (Assault on Precinct 13, 1976), falou sobre a refilmagem de seu filme, que está sendo atualmente produzida pela Focus Features.

Segundo o site Film Rotation, Carpenter disse "eu devia ficar orgulhoso, mas isso só confirma o que eu venho falando há bastante tempo - Acabaram as idéias de Hollywood!". O cineasta, que não quer ter qualquer envolvimento com o novo filme, disse também que acha a idéia estranha e não sabe muito bem o que pensar a respeito da refilmagem.

Sempre irretocável, esse menino. Roubada do omelete, como sempre.

03:39 PM | mais Cinema | Comente. (38)


07.04.04 // Kill Bill II

Em breve na Contracampo:

Kill Bill II, de Quentin Tarantino, EUA, 2004, Trailer

Existe uma coisa muito covarde nesse trailer. Não é a escolha perfeita de cenas, nem a integração primorosa dos letreiros com o split-screen, nem a pequena narrativa que flui perfeitamente, muito menos a edição precisa. Covarde mesmo é o toque de mestre que transforma o trailer final de Kill Bill 2 em uma obra de arte do gênero: A trilha sonora que Ennio Morricone fez para "O Bom, o mau e o feio" que toca em boa parte do filminho e o transforma (junto com a soma dos outros elementos) em uma obra-prima. E também deixa claro que estamos diante do grande épico de Tarantino. Os cinéfilos também devem ficar atentos para a imensa quantidade de referências ao cinema de Kung fu de HK, pelo jeito até o grande ´Drunken Master´ entra na roda. E Bill que se cuide.

07:18 PM | mais Cinema | Comente. (29)


02.04.04 // Fala eu, tu, eles.

O problema principal do filme Fala Tu é a falta de objetividade. Somos apresentados a uma premissa: Conhecer 4 pessoas que produzem hip hop no Rio de Janeiro, apesar das sicicitudes da vida. Dentro de meia hora descobrimos que fomos enganados. O hip hop sai e sobram só as vicissitudes. Fala Tu se transforma em uma mistura de denúncia da miséria brasileira com uma exibição as vezes pitorescas desses personagens que o filme acha tão diferentes e curiosos (as passagens aonde aparecem legendas para facilitar a compreensão do palavreado cheio de gírias de um morador do morro só vem corroborar essa ´visão de fora´).

Para isso, o diretor se baseia em duas cenas dramáticas chaves: A visita de Thogun a seu pai moribundo e o desenrolar do nascimento do primeiro filho de Macarrão. São cenas até fortes, mas aonde está o hip hop aí? Eu não sei, o filme não sabe, ninguém sabe. Ficou esquecido lá nos créditos.

E se alguém descobrir pra que serve aquele epílogo, me expliquem. Eu realmente não entendi. Talvez seja pra conseguir fazer o filme ter uma hora e vinte e fugir da classificação de média metragem.

05:15 PM | mais Cinema | Comente. (31)


31.03.04 // Um Scanner Escuramente

E o Frenesi Philip K. Dick não para. Hollywood descobriu que o melhor escritor de ficção científica do mundo também é uma ótima fonte de roteiros para thrilers e a nova vítima vai ser ´A Scanner Darkly´. Livro que eu ainda não li, apesar de ter na minha estante, mas que já adianto que é muito bom.

Não falei ainda do Pagamento. Falarei em um post seguinte. Junto com o post sobre Era uma Vez no México. Quem viver, verá.

10:39 AM | mais Cinema | Comente. (50)


22.03.04 // Rodriguez x Directors Guild of America

Robert Rodriguez decidiu sair da Associação dos Diretores da América (DGA) para poder dirigir a adaptação de Sin City para as telas.

Segundo a Variety, o cineasta tomou a decisão depois de ser informado pela associação de que não poderia dividir os créditos da direção com Frank Miller, o consagrado quadrinhista que criou a série de HQs de Sin City e que também está trabalhando na adaptação. A regra da DGA é clara: Apenas um diretor por filme.

Irritado com a restrição, Rodruiguez preferiu retirar sua afiliação e vai dirigir o filme ao lado de Miller. Além disso, Quentin Tarantino também deve dirigir um trecho do longa, como "diretor especialmente convidado".

Mas não é que esse menino só sobe no meu conceito? E não desista, peregrino, em breve o meu post grande sobre Era uma vez no México.

Essa notícia roubada descaradamente do omelete.

11:12 AM | mais Cinema | Comente. (43)


18.03.04 // Merdalhão.

Enquanto não arranjo tempo pra escrever um post grande que eu tenho em mente, vou dar uma dica boa pra vocês, meus fiéis leitores.

Essa dica é para aqueles momentos em que você se encontra em sua locadora preferida, de bobeira, escolhendo um filme. Então. Quando você estiver lá, em hipótese nenhuma pegue o filme novo do Jackie Chan, o Medalhão. É o pior filme dele que eu já vi. Sabe o Terno de dois bilhões de dólares? É melhor que esse aí.

Pela primeira vez eu agradeço as produtoras que lançaram esse aí direto em vídeo. Mandaram muito bem dessa vez. Agora eu vou voltar para o meu trabalho. Obrigado pela atenção.

03:50 PM | mais Cinema | Comente. (48)


16.03.04 // Trailers no MAM

Domingo, 28 as 18 horas o MAM do Rio fecha o seu mês de encontros cineclubistas com uma maratona de trailers. Duas horas só de trailers, desde o início do cinema até hoje! Ave Maria, crê em Deus pai!

03:30 PM | mais Cinema | Comente. (29)


// Pereio, eu de odéio.

“O Peréio decidiu esticar uma noitada, eu quis ir pra casa. Ele levou meu carro para uma boca-de-fumo em cima do Rebouças e ficou lá tomando cerveja. O freio estava solto e o carro despencou, outros bateram em cima, as luzes dos túneis apagaram, o trânsito ficou completamente paralisado. Ele estava sem os documentos e foi levado para a delegacia. No dia seguinte, voltou para casa e tudo que ele disse, pegando o jornal na mesa para ler a chamada de capa sobre o acidente, foi: ‘esses jornalistas entendem tudo errado mesmo. Não é Carro despenca na boca do túnel, a manchete tinha que ser ‘Carro despenca da boca no túnel’”

Reportagem da Chinchila no Nomínimo! Pereiozinho paz-e-amor

11:20 AM | mais Cinema | Comente. (58)


08.03.04 // Cinema Redux

Nicholas dá a dica: Cinema Redux, uma exploração do DNA visual de 8 filmes.

12:28 PM | mais Cinema | Comente. (48)


05.03.04 // Mark Millar é rei.

Acabei de descobrir que a história do Mark Millar é uma farsa provavelmente feita pra homenagear um aniversário de guerra dos mundos. E eu caí como um pato! Mandou muito bem ele, a única coisa que me deixou com a pulga atrás da orelha foi a escalação das estrelas pro filme, mas mesmo assim nem desconfiei da farsa. O cara é um gênio.

Toda a verdade, aqui.

04:51 PM | mais Cinema | Comente. (38)


// Quem tem medo do Homem-Morcego?

De onde veio a imagem que ilustra esse texto? São os designs para o Batman Begins, o novo filme do morcegão dirigido por Christopher Nolan? Não exatamente. Esses são um pouco mais antigos e foram encomendados em 1946, por um sujeito que já era um cineasta conhecido e admirado que atendia pelo nome de Orson Welles.

Uma coisa que grande parte dos admiradores de cinema sérios gostam de fazer é esquecer que o homem foi um grande fão de hqs por toda a sua vida e que era um regular visitante das primeiras convenções do gênero. Agora um livro que está no prelo, vai revelar os bastidores de mais um dos tantos projetos engavetados do Welles, o de fazer o primeiro filme do Batman em 1946, com ele mesmo (ou Gregory Peck) como protagonista, James Cagney como o Charada, Marlene Dietrich como Mulher-Gato e George Raft como o duas caras (Humprey Bogart recusou o papel).

Tem essa coluna ótima do grande Mark Millar que teoriza um pouco sobre o que aconteceria se ele tivesse de fato conseguido fazer o filme. Os super-heróis seriam parte do mainstream hoje em dia e acharíamos muito mais normal um cara com a cueca em cima da calça do que cowboys sujos ou detetives particulares? O que aconteceria se esse ramo da cultura pulp tivesse sido absorvido tão cedo no cinema? Martin Scorcese ia dirigir Authorithy e Godard o Homem-animal?

03:28 PM | mais Cinema | Comente. (56)


03.03.04 // A festa do carequinha.

Impossível não discutir o Oscar, mesmo sabendo que ele é um prêmio estritamente comercial e não uma validação universal e indiscutível de qualidade fílmica. Desse jeito faz muito sentido que o Senhor dos Anéis tenha ganho seus 11 carequinhas, já que arrecadou gigadólares no Box-office.

Foi uma festa sem supresas, mas um diferencial foi que pela primeira vez em muito tempo dois filmes que eu acho realmente bons estavam concorrendo nas categorias melhor filme e melhor diretor, o que é uma raridade. Os filmes eram Sobre meninos e Lobos e Encontros e desencontros, e como eu ainda não comentei nada sobre os dois aqui, deixe eu rasgar um pouco de seda.

O primeiro é o último grande filme do Clint, e o segundo o primeiro grande filme da Sofia Coppola (que dá mole para o Clint na foto abaixo), e essa frase ficou meio confusa mas encarem como uma tentativa minha de se qualificar para o ingresso em algum movimento de vanguarda literária. De qualquer maneira, apesar de nenhum dos dois levar nenhum prêmio de direção ou filme, fiquei satisfeito do Oscar de melhor roteiro original para a Sofia e os de ator para o Penn e o Robins, mesmo achando que o Bill Murray podia ter levado um careca fácil. Mas ele vai ser o protagonista do próximo filme de Wes Anderson, e com certeza ano que vem a academia reserva um peso de papel pra ele.

No mais, a homenagem ao Blake Edwards foi justíssima e o Billy Cristal continuou sem graça como sempre. Porque não chamam de novo o Steve Martin ou alguém da nova geração, como o Owen Wilson e o Mike Myers? Bem que aqueles velhos reacionários da academia podiam ter mais visão.

E pra finalizar, a cobertura do SBT foi um show a parte. Um show de besteiras que eram vomitadas pelo Rubens Ewald a cada dois segundos, um show de mongolice da sua companheira de mesa e um show de marketing intrusivo proporcionado por aquele travesti que um dia foi a Babi que entrevistava funcionários da cervejaria Brahma que tinham comentários importantíssimos sobre a premiação.

03:48 PM | mais Cinema | Comente. (78)


26.02.04 // A hora e a vez de Sin City

De acordo com o Newsarama, o diretor Robert Rodriguez já começou a filma na encolha a adaptação cinematográfica de Sin City, a obra prima indiscutível de Frank Miller. Parece que o escritor está trabalhando junto com o diretor e feliz com as idéias de Rodriguez para o longa. E eu vou aqui cruzando os dedos.

10:57 AM | mais Cinema | Comente. (43)


17.02.04 // Morram Filisteus!

Como esses desgraçados tem a coragem de lançara versão extendida de Duna do David Lynch em FULLSCREEN? Morram, infiéis, morte pra vocês, para seus filhos, vizinhos e animais de estimação.

12:10 PM | mais Cinema | Comente. (96)


// História de pescador

Tem alguma coisa esquisita em Peixe Grande, um estranhamento, uma agonia, uma impressão de que Tim Burton não estava nem um pouco a vontade naquele filme.

Uma coisa que me incomoda muito ali é a relação entre pai e filho. A impressão que eu tenho é a de que o filho é uma criança mimada, cheia de recalque por ser mais desinteressante que o pai, com quem cortou relações por pura inveja.

Aí eu fico pensando e lembrando de uma entrevista que o cineasta deu a uma Plaboy aonde dizia que não falava mais com seus pais, não sabia aonde eles estavam e que não sabia praticamente nada sobre a vida deles. Será que a raiz dessa minha impressão de que ele estava pouco a vontade tem a ver com essa relação do próprio com sua família? Sou contra essas soluções psicologizantes, mas quem sabe.

Essa é só a primeira teoria. A segunda e mais provável é de que desde que Helena Boham Carter destruiu o casamento entre Burton e a Lisa Marie o cineasta pirou na batatinha. Ou talvez essa troca tenha sido um sintoma dele ter pirado na batatinha. Escrevam o que eu digo, daqui a pouco ele vai estar rasgando dinheiro e com aquela luva de borracha na cabeça, que nem o Didi!

11:18 AM | mais Cinema | Comente. (42)


// O fotógrafo Larry Clark

Como eu estava dizendo. A chave para a minha mudança de perspectiva em relação ao trabalho do diretor Larry Clark foi a descoberta de seu trabalho como fotógrafo, anterior ao de cineasta.

Antes das imagens em movimento, as fotografias de Clark já mostravam esse mundo dos adolescentes sem rumo da América, o mesmo tema recorrente de sexo, drogas, skates e nenhum futuro (Os livros, proibidos e esgotados, são: Teenlage Lust e Tulsa. Pelo menos são desses dois que eu me lembro). Foi então que eu percebi que seus filmes eram na verdade álbuns de fotografia em movimento. E quando eu comecei a os assistir desse modo comecei a achar seu trabalho muito mais interessante. Principalmente os dois últimos que eu vi, o Bully e o Ken Park.

Eu também achava que boa parte das suas escolhas no filme tinham a intenção de chocar ou de chamar atenção pro filme, mas agora acredito que essas cenas de sexo ou as de uso de drogas por jovens sejam essenciais pro projeto estético do homem.

Então como disse Cazuza em uma noite no baixo Gávea, depois de ter sua proposta para um ménage a trois recusada, “Parem com essa mentalidade pequeno burguesa!” e deixem de se chocar com zéguizo na telona.

10:52 AM | mais Cinema | Comente. (44)


13.02.04 // Ken Park segundo Rubens Ewald Filho

Nunca levei a sério o diretor Larry Clark, nem mesmo na época em que procurou provocar escândalo com seu filme ''Kids'' (que no fundo era moralista para disfarçar sua má intenção). Piorou quando o conheci pessoalmente. Ele é drogado tipo junkie, tem os dentes todos podres, é obviamente pedófilo e sem qualquer moral ou escrúpulo. E tem só um pouco de talento. Muito pouco.

Mesmo que eu não tivesse visto e gostado bastante do filme, só o primeiro parágrafo desse texto já ia me deixar com uma opinião positiva sobre o Larry Clark. Qualquer um que seja considerado ´junkie, pedófilo e sem qualquer moral ou escrúpulo´ pelo Rubens Ewald Filho deve ser um cara legal.

E se você é masoquista, pode ler a crítica inteira aqui.

03:40 PM | mais Cinema | Comente. (42)


05.02.04 // Trailer Trash

Voltei a escrever críticas de trailers pra Contracampo (porque só consigo criticar peças cinematográficas do tamanho do meu talento pra isso), quem quiser vai lá e entra no plano geral. Quem não quiser....

Resident Evil:Apocalypse, de Alexander Witt, EUA 2004, Trailer
Irmão conceitual do trailer de The Stepford Wives, só que produzido com muito mais competência, tanta que se não soubéssemos de antemão que estamos assistindo um trailer poderíamos ser facilmente enganados que estamos diante de um comercial genuíno de alguma L´oreal de segunda categoria. Somos apresentados a Regenerate, um produto cosmético que literalmente traz as células mortas de volta à vida. Pra bom entendedor, meia palavra basta, mas para reforçar a idéia do filme temos algumas cenas picotadas e um panorama da protagonista em meio a uma cidade destruída em mais uma homenagem a Romero. Dessa vez a franquia não traz o esforçado Paul W. S. Anderson na direção (ele ficou só com o roteiro), mas as expectativas acabaram de aumentar um pouco.

Bob Esponja, o Filme, Sherm Cohen, EUA, 2004, Trailer
A série animada do personagem Bob Esponja tem um senso de humor que oscila entre o ingênuo e um tipo de nonsense que poderia ter sido escrito por um marciano. As situações muitas vezes são engraçadas apenas por não fazerem o menor sentido lógico. Sem fugir da linha, o trailer não apresenta nenhum plot ou personagem, para se concentrar na mais pura esquisitice, o que já é bem divertido.

The Village, M. Night Shyamalan, EUA, 2004, Trailer
O próximo filme de M. Night Shyamalan parece uma continuação direta de Sinais, ao menos em termos de atmosfera. Somos apresentados à história de uma cidade (até a metade da duração do trailer só vemos a arquitetura do local) que vive em paz com uma raça de criaturas de uma floresta vizinha devido a um acordo tácito. Uma trilha minimalista e a apresentação de flashes curtos do filme criam uma tensão crescente, que tem o mesmo efeito do clichê de acelerar o trailer nos últimos segundos sem cair nesse triste lugar comum. Elegante e preciso.

10:22 AM | mais Cinema | Comente. (29)


04.02.04 // Consagração de que?

O mais divertido de toda essa comoção decorrente das indicações do CDD ao Oscar foi a reação de seu diretor Fernando Meirelles em uma entrevista ao Globo, aonde ele dizia que as indicações provavelmente já tinham calado a boca dos críticos que tinham sido pouco favoráveis ao filme, fazendo com que eles revisassem as suas opiniões.

Afinal de contas, como alguém pode discordar do Oscar? Se o CDD teve tantas indicações assim provavelmente ele deve ser o melhor filme brasileiro de todos os tempos. Afinal o prêmio é completamente isento de gostos pessoais dos velhinhos da academia e não aceita lobbys, como o da Miramax. Ou não? Isso é uma coisa tão óbvia que eu nem devia comentar aqui, mas como vocês podem ver, estou com falta de assunto.

10:45 AM | mais Cinema | Comente. (60)


27.01.04 // A Espinha do Diabo

Já que eu falei da Comunidade, deixe eu comentar outro produto espanhol. ´El espinhazo Del Diablo´ sofre de um caso grave de múltiplas personalidades. Ao invés de se concentrar em ser um filme de horror bom, um drama político ou um filme de mistério ele tenta ser os três ao mesmo tempo e falha terrivelmente. Uma maçaroca indefinida que não assusta nem interessa. O que foi uma decepção, já que o Blade 2 (dirigido pelo mesmo Guilhermo Del Toro) é bem divertido, apesar do primeiro ser uma daquelas coisas que nunca deveriam ter visto a luz do dia. Ou o escuro de um cinema. Ah, você entendeu.

03:31 PM | mais Cinema | Comente. (45)


// A Comunidade, de Alex de la Iglesia

Assistido em DVD, já que foi lançado por aqui. Esse é um dos últimos filmes do diretor Alex de la Iglesia, queridinho dos fãs de horror. Deixo relatado aqui que achei uma bela porcaria, um arremedo dos filmes de paranóia urbana do Polansky com uma música tema chupada do Bettlejuice que é esticado forçosamente por duas horas quando podia ter se resolvido em vinte minutos. A Carmen Maura que ganhou o prêmio Goya pela sua atuação, que é muito mais assustadora que a obra do pintor que dá nome a premiação, só que pelos motivos errados.

03:08 PM | mais Cinema | Comente. (23)


22.01.04 // Negócio da China

A compra da semana: o dvd americano de Bater ou Correr em Londres (Shanghai Knights) por 10 bagarotes, uhu! Essa segunda parte da franquia também estrela os mesmos Jackie Chan e Owen Wilson e um novo diretor, David Dobkin. O Chan todo mundo já conhece, o Wilson é uma cara relativamente nova. E vou te dizer peregrino, esse rapaz é a grande revelação do humor do começo dos anos 00 e fim do século passado. E ainda é dono do nariz mais bizarro e quebrado do show bussiness, que consegue se manter em um ângulo de 90 graus enquanto seu dono inclina a cabeça em 45. Mas seus dotes cômicos não se encerram nesse apêndice, deixo isso claro.

É engraçado notar que como geralmente acontece em comédias que se baseiam em uma dupla de atores, nesse segundo episódio do Bater ou correr, o diretor David Dobkin e os roteiristas Milles Millar e Alfred Dough (os mesmos de Smallville) perceberam melhor os pontos fortes da dupla e para utilizar melhor esses atributos abandonaram o que havia de realismo do primeiro filme e transformaram Bater ou Correr em Londres em um festival de besteiras que combina perfeitamente com seus protagonistas. Esse afinamento de tom também aconteceu no ´A Hora do Rush´ e provavelmente vai acontecer no novo ´Starsky e Hutch´ que repete a dupla do engraçadíssimo e desprezado ´Zoolander´, Wilson e Bem Stiller. Eu espero.

10:33 AM | mais Cinema | Comente. (39)


19.01.04 // You´re not a man of God!

Quem estiver a procura de boas gargalhadas pode aproveitar e assistir ´Em Nome de Deus´, em cartaz no Rio de Janeiro nessa semana. É uma bela comédia involuntária sobre três garotas que são mandadas para um convento no começo do século passado. Críticos de cinema das publicações mais respeitadas podem tentar convencer a você que aquilo é um filme sério e ainda mais: uma crítica ferrenha a igreja católica, mas não caia nessa! Quando você ler alguma coisa assim grite ´Comigo não violão!´ e ateeie fogo no jornal/semanário. Aquilo lá é uma grande piada (de mau gosto, porque priva o espectador incauto de 11 reais no mínimo), só que ninguém entendeu isso. Nem o diretor.

03:53 PM | mais Cinema | Comente. (36)


09.01.04 // Quem tiver de sapato não sobra!

O fato é que o melhor cineasta brasileiro vivo se tornou o melhor cineasta brasileiro morto. Se você nunca ouviu falar, fique sabendo que o homem era um gênio. Entre outras de suas realizações, ele foi o primeiro a utilizar o personagem Zé Bonitinho no cinema. Só por isso já merecia ser canonizado, mas isso não é tem um milésimo de sua obra selvagem e avacalhada.

Mas o cinema dele vive e quem quiser se por a par do que é Rogério Sganzerla, corra atrás dele em locadoras, cinematecas e na programação do Canal Brasil. Tem algumas coisas na Contracampo também.

E o Murillo Salles? Vai muitíssimo bem, obrigado.

04:33 PM | mais Cinema | Comente. (49)


09.12.03 // A Forma do Pesadelo

That´s what we were looking for: a disquieting film, very disquieting, very fragile and vibrant. Not a film like a tree, with a trunk and branches, but like a field of sunflowers, a field of grass growing everywhere. Here´s the biggest rupture: in the way the film was conceived. It was conceived and developed on questions of intensity rather than psychological relations. My dream is to create a completely ´Spinoza-ist´ film, built upon ethical categories: rage, joy, pride and essentially each of these categories would be a pure block of sensations, passing from one to the other with enormous suddenness. So the film would be a constant vibration of emotions and affects, and all that would reunite us, reinscribe us into the material in which we´re formed: the perceptual material of our first years, our first moments, our childhood. Before speech. That´s the impulse - the desire - which led to the film.

The Body's Night: Philippe Grandrieux interviewed by Nicole Brenez

09:18 AM | mais Cinema | Comente. (84)


28.11.03 // Paulistas malditos.

Pronto, peregrino! Aquela maravilha que é o longa animado do Cowboy Bebop finalmente estreou no Brasil! Agora você vai poder se deliciar em cinemascope com o debút em tela grande de uma das melhores séries de animação dos últimos anos. Isto é, se você for paulista, porque o filme não estreou no Rio. Tudo bem que a gente tem praia, céu azul e conseguimos respirar no centro da cidade (quando não estão queimando nenhum carro da cet-rio) mas isso já é demais. Essa implicância está passando dos limites.

10:29 AM | mais Cinema | Comente. (150)