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28.10.04 // Concorrência Desleal

O aposentado Hermógenes Celidônio, que sofre de insônia, ataques de hemorróidas, cansaço, ventosidades, tonturas, complicações intestinais severas, fraqueza nas pernas e certas coceiras íntimas, procura urgentemente uma moça séria a quem possa confiar os seus problemas.

O telefone é 888-9292. Perguntar pelo Almeidinha.

Se divirtam por lá enquanto esse aqui sai do coma, amiguinhos. É coisa fina.

12:57 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (0)


22.10.04 // Cócóricó

Magavilhoso ver alguém ser preso por participar de uma rinha de galos. Melhor ainda sendo quem foi. Um sujeito que depois de autuado pode dar uma declaração ´Mas eu não estava fazendo nada de errado!´ e ´Todo mundo sabe que eu adoro isso!´. Afinal, matar uns bichos por diversão é coisa besta.

02:37 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (0)


08.10.04 // Nada tema

Nâo, eu não morri. O festival do rio não acabou comigo. Em breve eu volto, pra encher o saco de todos vocês.

08:54 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (1)


08.09.04 // Pagou, Levou.

A nova leva de propagandas contra o fumo tem uma que me pareceu bem interessante: "O Cigarro faz mal ao Brasil". Afinal, os hospitais públicos gastam sua verba sofrida cuidando de infelizes com câncer de pulmão, língua, esôfago, etc, etc, etc. Isso é fato. Mas também não é fato que essa verba é fornecida pelos impostos que saem do seu bolso? Se esse imposto é pago por mim, eu não deveria ter o direito de escolher se vou gastar ele na construção de uma maternidade para crianças talidomidas ou numa UTI pra me dar uma sobrevida por alguns meses enquanto eu empacoto devida as doenças decorrentes do cigarro? Não é essa a magia do capitalismo, ora bolas?

Façam uma coisa. Cada cidadão recebe um cartão magnético aonde os créditos decorrente dos impostos que eles pagam são depositados mensalmente. Quando é preciso construir um viaduto, os interessados vão até uma agência do IR, selecionam o código da obra referente, e fazem um pequeno depósito do seu cartão naquela iniciativa. Assim segue até completarmos a bufunfa necessária para a obra.

Quando fulaninho dá entrada no Paulino Werneck tossindo sangue, vem um enfermeiro com uma maquineta e fuich, desconta os créditos necessários do pobre coitado. Isso sim seria a civilização.

09:01 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (14)


03.09.04 // Adicional de Risco.

Quando eu entrei para a promissora carreira do design gráfico pensei que os riscos da profissão se restringiam a destruição eminente de meus olhos, dedos e coluna vertebral. Nunca imaginei que teria que passar por experiências tão dolorosas e humilhantes para realizar alguns trabalhos. Como por exemplo, procurar ´fat´ no google images. Na próxima encarnação, quero ser um surfista de trem.

05:49 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (8)


05.05.04 // Análise crítica dos pedintes do centro do rio de janeiro V – O mala do Sax

Impossível vir ao centro e não conhecer o Mala do Sax. Ele se posiciona na saída do metro da Carioca, sentado em seu banco tocando seu saxofone desafinado e vestido como se fosse um bluesman aposentado. O sax desafinado, na verdade, é o menor de seus problemas. O fato é que o sujeito não consegue tocar nenhuma seqüência de notas que dure mais de 5 segundos. Suas músicas são feitas de inúmeras pausas dramáticas, que dão ao espectador tempo para refletir e decifrar aquele som horrível que chega a seus tímpanos. Além disso o Mala é o primeiro saxman sem fôlego do mundo. E isso não impede que seja o possuidor de um dos maiores egos já imaginados, se achando um grande gênio da música nacional, quiçá mundial. Se você perguntar de onde ele veio aposto que vai mandar sem vergonha – Nova Orleans, ora!

06:07 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (60)


03.05.04 // Segunda opção

Quem não quiser me dar o poncho do Clint pode me dar o tênis da Uma. Ou então me dê os dois. Vou usar ao mesmo tempo. Diz aí se não vai ficar o bicho.

06:31 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (22)


27.04.04 // 23

Seguindo o joguinho do Nicholas:

"And of course they also depended on their member in residence on Mars, a certains Ms. Anne Esterhazy; she circulated a mimeographed newsletter to other public-spirited ladies throughout the settlements." (Martian Time Slip, do Philip K. Dick)

Para participar, pegue o livro mais próximo e copie no seu blog a quinta frase da página 23, junto com essas instruções.

03:23 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (26)


26.04.04 // Testemunha Ocular

Só pra reforçar. Eu, por uma ironia do destino, estava presente no mesmo local no exato momento aonde o Daniel presenciou esse acontecimento extraordinário, e posso garantir que tudo que ele está dizendo é verdade. Digo mais ainda. Depois de tudo isso, Aguinaldo Timóteo saiu do carro furioso e ficou parado de pé no meio da rua, como se procurasse alguém para esmurrar. Desistiu e voltou pro automóvel ligeiramente mais calmo logo depois. Vi tudo isso com esses olhinhos míopes que a terra há de comer.

06:24 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (46)


// Mal passado, mas nem tanto.

A velha fofoqueira do Globo informou:

Parece filme de terror, mas aconteceu na churrascaria Barra Brasa do Leblon.

No sábado, restaurante lotado, um garçom, mal treinado, coitado, acertou um facão, daqueles bem afiados para cortar picanha, no braço de uma cliente.

A moça foi parar na emergência do hospital Copa D’Or.

Agora, a piada cretina:

O graçon deve ter achado a cliente uma vaca.

05:32 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (47)


15.04.04 // Presente

Meu aniversário está chegando e quem quiser ser gentil pode encomendar esse presentinho. Prometo usar diariamente.

03:18 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (22)


// Análise crítica dos pedintes do centro do rio de janeiro IV – O Velho Chorão

Desde a minha mais tenra adolescência, quando comecei a freqüentar esse local maravilhoso e infecto conhecido como Centro do Rio, que conheço o Velho Chorão. Um clássico absoluto, ele é conhecido por nunca mudar seu ponto (situado na Rio Branco entre a Assembléia e a Araújo Porto Alegre, com preferência pelo sinal a frente do Edifício Central) e seu show. Usando roupas exageradamente esfarrapadas, o velho sempre vem com uma cara de dor insuportável e as mãos em súplica pedindo “Uma esmolinha pelo amor de Deus!”. Não tente dar comida ou tickets, ele só aceita em espécie. A fama (infamia?) do senhor é tanta que não é incomum ver freqüentadores do Centro e taxistas xingando o pobre diabo e mandando ele deixar de ser hipócrita, uma vez que já o encontraram enchendo o pote nas redondezas. Dessa vez com uma expressão bem diferente.

03:00 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (57)


12.04.04 // ANÁLISE CRÍTICA DOS PEDINTES DO CENTRO DO RIO DE JANEIRO III – Free as a Bird

Uma das opções de cafezinho pós almoço no centro é a nova loja do armazém do café localizada na Rua do Ouvidor. Situada no subsolo da antiqüíssima papelaria União, a loja inclui entre seus atrativos a presença constante do pedinte conhecido como ´Free as a Bird´. Esse indivíduo fica baseado na sarjeta na parede oposta a entrada do estabelecimento e ali permanece deitado despojadamente durante todo o dia. Ele fica de lado, com a perna esquerda dobrada, a cabeça apoiada no braço e um sorriso brejeiro nos lábios. A princípio você não entende o razão dessa expressão que mistura escárnio e realização pessoal, mas quando você olha para baixo e percebe que seu zíper está aberto deixando seu bingolin balouçar ao vento tudo faz sentido.

06:30 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (32)


06.04.04 // Mensagem do ano

Mensagem recebida hoje, já elevada a categoria de melhor do ano:

Tiago, tem que ser você para vencer o big, essa cida é. um purgante, o Brasil tem que ver essa sua caractéristica.

E só isso. Eu amo a internet.

06:21 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (49)


// Análise Crítica dos Pedintes do Centro do Rio de Janeiro II - O Buda

Se você chegar antes das nove da manhã no centro pode ter a rara visão do Buda de pé. Seu ponto predileto antes do horário comercial é uma van que vende cachorro quente na esquina na rua México e Araújo Porto Alegre. Ele fica ali parado olhando para a comida, mas nunca pede nada. Se recebe alguma coisa, porém, ele agradece sem palavras mas com sinceridade.

Sua aparência ainda contribui para a fama de sábio asceta urbano: seminu, barbado e sempre sujo de alguma coisa semelhante a graxa. Do alto de seus dois metros quadrados, seus dois olhinhos negros perscrutam o movimento frenético do centro cheios de paz. Seu ponto fica na rua da Quitanda, entre a Assembléia e a São José. Ele senta lá durante o dia inteiro, sem fazer nada. Acho que ele está é assustado com o que vê. No fundo ele tem razão. Nós, os trabalhadores do centro, é que somos as anomalias. O Buda está certo.

12:54 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (33)


02.04.04 // Análise Crítica dos Pedintes do Centro do Rio de Janeiro I - Senhora Sebastião Salgado

A Senhora de idade indefinida chega ao raiar do sol na São José, se alojando entre a Rodrigo Silva e a Rua da Quitanda. Enquanto conversa animadamente com os ambulantes ela estende um pano ao chão e amarra um lenço na cabeça. Coloca na sua frente uma caixa de remédio que varia de semana em semana, encurva o corpo estica a mão aberta, projeta o lábio inferior e fica parada, nessa posição, durante todo o horário comercial. É uma variação do sketch daqueles hippies que ficam se fingindo de estátuas pintados de prateado, mas um pouco menos trabalhado. No fim do dia se levanta, feliz e faceira, conversando alegremente, desfaz seu palco e vai para casa. Amanhã tem que acordar cedo pra pegar o ponto.

05:29 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (58)


23.03.04 // Outlaw

Acima, fita de atari Outlaw (1978) e foto de divulgação de Outlaw Josey Wales (Josey Wales, o fora-da-lei, 1976).

A qualidade do filme é inversamente proporcional ao jogo, deixo claro.

04:06 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (24)


08.03.04 // Dia internacional da mulher.

Recado da governadora no dia internacional da mulher.

03:21 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (51)


07.01.04 // Retrospectiva 2003 :: Melhor Bar do Ano

Se você é leitor assíduo e lembra da saudosa e songa monga discussão sobre qual seria o melhor bar do rio ja sabe qual é o vencedor desse ano, certo? O Café Lamas, óbvio.

O ar condicionado continua frio, o chope também. A torrada Petrópolis, a guarnição à francesa, o filé à Oswaldo Aranha, os programas bizarros que passam na tv de madrugada, o Vieira, até o mate da casa continua muito bom. E esse ano até o garçom mais de mal com a vida (não vou citar nomes, mas ele é a cara do Chico, dos irmãos Marx) foi gentil um dia. Só isso já justificava a nomeação do estabelecimento.

E os preços... bem, eles não são altos, eu é que sou pobre. Se eu fosse rico ia achar tudo muito barato. O do mézis pelo menos é justo!

10:08 AM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (124)


// Retrospectiva 2003 :: Melhor presunto do ano

09:56 AM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (224)


06.01.04 // Retrospectiva 2003 :: Filmes

Quando você pensava que tinha acabado...

ONZE MELHORES FILMES DE 2003, NOS CINEMAS CARIOCAS

O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas, de Jonathan Mostow
Um filme que tinha tudo pra dar errado e deu muito certo. Ação esperta e impecável para fazer a despedida perfeita do Governator.

Femme Fatale, de Brian De Palma
É aquilo né, tem gente que faz roteiros coerentes, desenvolve personagens, cria tramas plausíveis e tudo mais. E tem gente que faz cinema. Tipo o De Palma. Pra mim, isso que importa, não é?

Gangues de Nova York, de Martin Scorsese
O filme mais atual de 2003.

O Homem Sem Passado, de Aki Kaurismäki
Pra quem acha que a Finlândia só faz música indie...

Houve uma Vez Dois Verões, de Jorge Furtado
A qualidade desse aqui é inversamente proporcional ao orçamento.

Longe do Paraíso, de Todd Haynes
Além de ser genial tem a melhor direção de arte do ano. E leva o prêmio lagriminha no canto do olho.

A Promessa, de Sean Penn
Pra provar que o Sean Penn não é só um queixo proeminente que gostava de enfiar a porrada na Madonna.

Sobre Meninos e Lobos, de Clint Eastwood
Olha, sem comentários. Clint é o meu pastor e nada me faltará. Também é um filme atualíssimo, junto com o Scorcese.

A Viagem de Chihiro, de Hayao Miyazaki
Você esperava o que?

As Panteras Detonando, de McG
O filme mais injustiçado de 2003. É a comédia de ação do pós-modernismo!

X-Men 2, de Bryan Singer
Pra nego aprender que é possível fazer filmes de super-heróis com ação e cérebro ao mesmo tempo e deixarem de fazer coisas como o Hulk, que é ação ruim com atividade cerebral tacanha.


CINCO PIORES FILMES, NOS CINEMAS CARIOCAS

Demolidor – O Homem Sem Medo, de Mark Steven
O mais equivocado do ano.

Matrix Reloaded, de Andy e Larry Wachowsky
O mais perdido do ano.

Confissões de uma Mente Perigosa, de George Clooney
O mais qualquer coisa do ano.

Legalmente Loira 2, de Charles Herman-Wurmfeld
O mais decepcionante do ano.

Adaptação, de Spike Jonze
O mais pretensioso do ano.


FORA DE COMPETIÇÃO

Alphaville, de Jean-Luc Godard
Esse menino tem futuro.

03:25 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (85)


// Retrospectiva 2003 :: O maior plágio do ano

A mesma velha história. No primeiro quadro temos o design do protagonista ´Eu, Robô´, que está sendo produzido em Hollywood. No segundo, o robô do clipe `All is full of love´ da Bjork, dirigido pelo excelente Chris Cunninghan, feito muito tempo antes. Lá no suburbio aonde eu fui criado a gente apedrejava quem fizesse isso.

02:55 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (67)


05.01.04 // Retrospectiva 2003 :: Melhor velho maluco do ônibus

Foi aquele que entrou no coletivo, colocou a cabeça pra fora da janela e começou a gritar com um desconhecido que estava parado de pé no meio-fio que por sua culpa ele quase não havia conseguido entrar no carro, pois o pobre homem estava estratégicamente posiconado bem no meio do seu trajeto até a porta.

02:16 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (54)


// Retrospectiva 2003 :: Melhor genérico de Hagen-Dazs

Desde que o pote decente de Hagen Dazs passou a custar mais de 20 reais eu desisti dessa guloseima em prol da minha saúde financeira. Qual não foi minha surpresa quando descobri que o sabor do Kibon Carte D´or sabor caramello toffe é quase idêntico ao Hagen de doce de leite. Isso tudo por um quarto do preço. Nem tudo na vida é dor e sofrimento afinal. Só 93%.

10:58 AM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (116)


// Retrospectiva 2003 :: Pior atendimento

Um must do público masoquista, a locadora Macedônia do Catete continua firme e forte em sua carreira de pesadelo seinfeldiano. O grego sociopata que é dono do lugar conseguiu reunir um staff impecável, desde o animal que fica no caixa e trata todos os clientes como se fossem padres pedófilos até o esquisitão que fica no segundo andar e que desenvolveu uma rixa comigo porque eu esclareci a um casal de clientes uma dúvida que ele não conseguiu responder. Desde esse dia ele me olha meio de lado, crente de que eu tenho algum plano maligno para usurpar o seu cargo. Eu compreendo ele. O meu sonho sempre foi ser um atentende esquisitão de locadora.

Não podemos esquecer claro, dos fascinantes cartazes da casa:

"Fita não rebobinada multa de dois reais - NÃO RECLAME"
"PROIBIDO ENTRAR COMENDO SORVETE"
"Verifique se o filme dentro da caixa é o mesmo anunciado, NÃO FAZEMOS TROCAS"

Enfim, uma merda.

10:09 AM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (65)


// Retrospectiva 2003 :: Melhor palito de fósforo

Sem dúvida o ano foi da marca Fiat Lux, que ganhou nos quesitos comprimento, velocidade de acendimento e qualidade da chama. Um clássico absoluto em todos os sentidos.

10:02 AM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (56)


02.01.04 // Retrospectiva 2003 :: Melhor esfiha de queijo

A melhor esfiha de queijo continua sendo a do árabe da galeria Condor - "A Melhor Comidinha Árabe" - no Largo do Machado, invicta.

01:42 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (48)


// Retrospectiva 2003 :: Melhor capa do ânus

Como já se podia esperar, o prêmio vai para a esmerada editora Cosac & Naif, pela sua edição de "História do Olho" de Georges Bataille, ilustrado por essa fotografia do grande Man Ray. Por causa de trabalhos assim é que eu ainda tenho uma empolgação mínima pelo mundo do design gráfico. Palmas pra eles.

01:38 PM | mais Coisa Nenhuma | Comente. (52)